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Comércio cresce 0,3% em março

Em relação a março de 2008, o aumento das vendas foi de 1,8%, a menor taxa mensal em mais de seis anos

Jacqueline Farid, RIO, O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

As vendas do comércio varejista seguiram em expansão em março, mas com desaceleração no ritmo. A alta de 1,8% nas vendas ante igual mês de 2008 representou a menor taxa mensal em mais de seis anos. O técnico da Coordenação de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, disse que não houve reversão da tendência positiva e a perda de ritmo do varejo reflete, sobretudo, o efeito calendário. "O varejo continua resistindo à crise, continua crescendo com o aumento de renda e a inflação baixa", disse Pereira.Em relação a fevereiro, as vendas aumentaram 0,3% em março, fechando o primeiro trimestre com expansão de 3,8% ante igual período de 2008, a menor expansão trimestral desde o início de 2004. O crescimento em março ante igual mês de 2008 não foi maior por causa do desempenho dos hiper e supermercados, que têm forte peso na pesquisa e elevou menos as vendas em março, por causa do calendário - a Páscoa, celebrada em março, em 2008, este ano foi em abril.As vendas dos supermercados, de produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 0,7% em março, ante igual mês de 2008, após alta de 5,7% em fevereiro. Foi o menor resultado desde novembro de 2005, em razão da base de comparação elevada de março de 2008, quando a expansão foi de 8,5%.No caso das vendas de móveis e eletrodomésticos, que caíram pelo segundo mês consecutivo, o recuo de 0,9% ante março de 2008 foi atribuído à restrição de crédito que tem afetado o desempenho desse segmento. Para Luiz Góes, sócio sênior da Consultoria Gouvêa de Souza, apesar da desaceleração no crescimento em março, os resultados prosseguem muito melhores que os de outros países. Ele observou que, enquanto no Brasil as vendas do comércio aumentaram 1,8% no mês ante igual período do ano passado, nos Estados Unidos houve um recuo de 9,4% e na Zona do Euro, de 4,2%.Segundo Góes, os resultados brasileiros são melhores porque "os pilares da economia brasileira estão muito mais fortalecidos do que lá fora -a massa salarial ainda cresce". Para Góes, "no Brasil houve alguma redução do ímpeto de consumo, mas não como lá fora".PERSPECTIVAA expectativa de Góes é que o desempenho do comércio varejista em abril se tenha mantido no mesmo nível de março ou tenha evoluído para um aumento um pouco superior por causa do impacto positivo do efeito calendário sobre o segmento dos supermercados - que foi beneficiado pela Páscoa em abril - e da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas vendas de eletrodomésticos da linha branca.Pelas mesmas razões, Reinaldo Pereira, do IBGE, acredita que as perspectivas para abril parecem mais favoráveis. Mas, para Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria, os dados divulgados ontem já refletem uma exposição mais forte do setor à crise econômica. "Os sinais indicam uma tendência de desaceleração das vendas do comércio varejista nos próximos meses", acredita.Em relatório, os economistas da LCA Consultores também avaliam que os dados de março "confirmam a perspectiva de desaceleração do crescimento das vendas do varejo"."Avaliamos que o movimento de retomada do primeiro trimestre pode estar relacionado a uma correção de um possível excesso de cautela por parte dos consumidores e, portanto, ocorreu em cima de uma base fraca de comparação. Desse modo, espera-se que o ritmo de crescimento do comércio siga mais brando a partir do segundo trimestre", observa o relatório da LCA.

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