Comércio de Brasil e Canadá requer acordo, diz executivo

O comércio entre Brasil e Canadá poderia aumentar em até 60%, em três anos, se fosse firmado um acordo de comércio bilateral entre os dois países, avaliou, nesta terça-feira, 18, o diretor executivo da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), James Mohr-Bell. Em 2012, as trocas foram de pouco mais de US$ 6 bilhões. O potencial, diz Mohr-Bell, é de US$ 10 bilhões.

GUILHERME WALTENBERG, Agencia Estado

18 de junho de 2013 | 13h20

"O comércio tem crescido muito desde 2005, quando era de algo em torno de US$ 2 bilhões. Se não houver acordo, levará ao menos uns oito anos para atingir esse potencial de US$ 10 bilhões", afirmou.

De acordo com Mohr-Bell, as conversas sobre o acordo foram iniciadas em 2005 com os membros do Mercosul, já que o Brasil não pode negociar esse tipo de acordo sem a participação dos outros membros. Desde então, não avançaram muito. As últimas reuniões, afirmou, foram realizadas em dezembro de 2012. "Mas as questões políticas do bloco, como a suspensão do Paraguai e a entrada da Venezuela, travaram as negociações", comentou.

Mohr-Bell citou estudo realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em parceria com entidades setoriais, que enumera os setores da economia brasileira que têm interesse em vender ao Canadá: café, frango, frutas, sucos, vinho, rochas ornamentais e cerâmica, balas e doces, plástico, vidro, metal e iluminação e mel.

"Há interesse desses setores e espaço naquele país para absorver esses produtos", disse. "Além disso, entrar com esses produtos no Canadá significa ter acesso ao Nafta (México, Estados Unidos e Canadá) e desfrutar um mercado livre e aberto", afirmou.

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