Comércio de carne com a China pode render US$ 150 milhões em 2005

Com os protocolos assinados nesta sexta-feira, as exportações em 2005 de carne bovina para a China podem somar 60 mil toneladas e, as carne de frango, 40 mil toneladas, incrementando em US$ 150 milhões o comércio entre Brasil e o país já ano que vem. O cálculo é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que também estimou que, em três anos, as vendas de frango para o mercado chinês podem render ao Brasil US$ 200 milhões e, os embarques de carne bovina, outros US$ 600 milhões.De acordo com o protocolo firmado entre os dois países, o Brasil poderá vender carne bovina desossada e frango para a China. Os dois países poderão comercializar carne suína termicamente processada. Em contrapartida, o Brasil autorizou a importação de tripas de suínos e pescados. "Peixes marinhos e filés de peixes marinhos de pesca extrativa, polvos, lulas e calamares." De acordo com o ministro brasileiro, as discussões que antecederam a assinatura dos protocolos foram muito complexas, mas a partir do momento em que o Brasil reconheceu a China como economia de mercado as negociações ficaram mais flexíveis. "O acordo abre larguíssimas avenidas para o comércio entre os dois países, principalmente para a geração de emprego e renda", afirmou Rodrigues.Rodrigues disse ainda que um grupo de trabalho foi criado para avaliar as questões relacionadas à exportação da soja, derivados, frutas e verduras. "O que me deixa mais tranqüilo é a afirmação sistemática do ministro (da Administração Geral, da Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena) Li Chiangjiang e de outros ministros chineses, de que o que interessa para a China é ter com o Brasil uma atitude muito mais amiga e fraterna, em busca do aumento do comércio", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.