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Comércio de carros entre Brasil e Argentina se equilibrará em dois anos

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, previu que em dois anos se alcançará o equilíbrio no comércio de veículos do Brasil com a Argentina, graças aos "fortes" investimentos da indústria argentina. A afirmação foi feita em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal El Cronista, de Buenos Aires."Com todos os investimentos materializados, vamos estar em uma posição mais confortável para falar sobre mercado livre dentro do Mercosul", explicou. "Acho que o amadurecimento desses investimentos que estão sendo feitos na Argentina também ajudará nas negociações com regiões como Europa e África do Sul", acrescentou o empresário brasileiro. Golfarb afirmou que, agora, "há um clima muito mais propício que há alguns anos para atrair investimentos" no Mercosul."O que impulsiona os investimentos na Argentina é o crescimento do mercado interno", disse.O presidente da Anfavea disse que, neste processo, "não há perdas de nenhum dos dois lados, mas uma organização mais eficiente dos custos logísticos" para as multinacionais americanas, européias e japonesas instaladas nos mercados argentino e brasileiro.Plano de investimento O plano de investimentos de US$ 500 milhões - que pretende aumentar a produção local para 500 mil unidades em 2009 - começou no início de mês, depois que em 1º de julho passado entrou em vigor um novo acordo para o comércio de automóveis entre os dois países.O convênio estabelece que o flex, indicador que mede o nível de troca entre Brasil e Argentina a partir do qual se pagam tarifas, será de 1,95% para um período de dois anos, exceto se nos primeiros 12 meses o índice superar o 2,1%. Isso significa que, para cada US$ 100 milhões exportados, é possível importar até US$ 195 milhões sem pagar impostos, enquanto o mecanismo que existia provisoriamente até 30 de junho tinha índice mais alto, de 2,6%.

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