WERTHER SANTANA /ESTADÃO
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Comércio deve fechar 2015 em queda, prevê Serasa

Movimento nas lojas caiu 2,6% em setembro; aumento do desemprego, alta dos juros e queda da confiança influenciam

GUILHERME MORAES, ESPECIAL PARA O ESTADO

06 de outubro de 2015 | 20h46

A atividade comercial no Brasil deve fechar o ano no negativo em relação ao desempenho de 2014, prevê o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian. Segundo ele, o aumento do desemprego, a alta da taxa de juros e a queda da confiança do consumidor devem confirmar esse cenário. A entidade divulgou nesta terça-feira, 6, que o movimento nas lojas caiu 2,6% em setembro na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com os dados da Serasa, os segmentos com pior desempenho em setembro foram os de veículos, motos e peças, com queda de 1,9%, seguidos de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, que recuaram 1,5% em relação ao mesmo mês de 2014. Os únicos a apresentar resultado positivo foram os setores de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (0,6%) e de combustíveis e lubrificantes (0,3%).

No acumulado do ano, a entidade registrou um aumento de 1,4% na atividade comercial, o desempenho mais fraco desde 2003. Segundo o economista Luiz Rabi, esse número vem desacelerando pouco a pouco. "Na soma dos primeiros seis meses do ano, a alta era maior, de 2,6%. Observando o resultado das principais datas comerciais, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, tudo aponta para um número negativo."

Para o especialista, a alta da inflação e o encarecimento do crédito estão entre os motivos que inibiram a intenção de compra do brasileiro. "Paralelamente, o aumento no desemprego e a queda na confiança do consumidor estão tirando o fôlego do varejo. Todos os fatores que costumam ajudar agora estão na direção contrária."

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