Comércio do Rio vende mais, mas desemprego aumenta

O comércio do Estado do Rio de Janeiro encerrou o primeiro trimestre de 2006 com o melhor resultado para o período desde 2002. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Fecomercio-RJ, o crescimento nas vendas foi de 1,7%, tomando como base o mesmo período do ano passado. Porém, mesmo com a boa tendência, houve uma queda de 3% no número de empregos na mesma base de comparação. Os setores que registraram os melhores desempenhos de faturamento durante o primeiro trimestre deste ano foram lojas de departamento, com alta de 5,6%; supermercados, com 5%; e lojas de utilidades domésticas, com 3,4%. Já os grupos que mais demitiram funcionários foram os de vestuário, com queda de 17,3% no pessoal ocupado, calçados, com retração de 13%, e magazine, com diminuição de 7,8%. O presidente da instituição, Orlando Diniz, disse que a queda no nível de emprego já era esperada pelas dispensas realizadas após as contratações de fim de ano para o Natal. "Esse período pode ser considerado uma época de entressafra para o comércio. A tendência é que em abril possamos sentir uma recuperação do nível do emprego em função da Páscoa, e que ganhará vigor com a proximidade do Dia das Mães, a segunda melhor data comemorativa para o comércio", afirmou. Formas de pagamento Segundo a Fecomércio, os dados do primeiro trimestre confirmam a tendência de substituição nas formas de pagamento, com maior utilização dos cartões. Na média do trimestre, houve um aumento de 35,7% da participação dos cartões de crédito no faturamento do comércio. No mesmo período de 2005, esse percentual foi de 34,1%. Em compensação, caiu de 1,6% para 1,4% o número de cheques sem fundo, "seja pela substituição dos cheques pelos cartões de crédito e débito, seja pelo aumento dos controles dos comerciantes, como, por exemplo, o preenchimento de cadastros para aceitar o pagamento em cheque".

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