Comércio do RJ fatura menos no dia das Mães deste ano

O faturamento do comércio da Região Metropolitana do Rio de Janeiro apresentou queda estimada de 1,66% no Dia das Mães deste ano, de acordo com pesquisa coordenada no Instituto Fecomércio-RJ. Alguns setores, porém, apresentaram altas expressivas em seus faturamentos, como perfumaria e cosméticos que este ano faturou 7,21% a mais, contra queda de 5,38% no ano passado.O ramo de eletrodomésticos também voltou a registrar receita positiva (1,23%) depois da queda de 9,91% verificada em 2003. Conforme nota da entidade, o levantamento foi feito no dia 10 de maio, com 420 estabelecimentos dos setores de roupas, utensílios para o lar, perfumaria e cosméticos, CDs, calçados e bolsas, eletrodomésticos e telefonia celular. "As promoções especiais foram a grande tática usada para atrair o consumidor e garantiram bom desempenho para setores como perfumaria e cosméticos e eletrodomésticos", observa o diretor do Instituto Fecomércio-RJ, Luiz Roberto Cunha.Esforço de vendasSegundo ele, os setores que facilitaram o parcelamento, especialmente no cartão, também conseguiram melhorar o resultado em relação ao ano passado. Já os ramos de vestuário e calçados e bolsas tiveram um fator desfavorável: o Dia das Mães coincide com a mudança de coleção e a conseqüente alta nos preços, complementou.As empresas fizeram maior esforço de vendas este ano, conforme a pesquisa. O levantamento mostra que 75,24% dos estabelecimentos apostaram nas promoções, contra 67,68% do ano passado. Os ramos que mais se utilizaram das promoções foram: telefonia celular (95,00%), eletrodomésticos (91,84%) e perfumaria e cosméticos (82,61%).Já os ramos que menos realizaram promoções foram: calçados e bolsas (68,75%) e vestuário (66,06%). "A queda em utensílios para o lar se explica porque as pessoas estão preferindo dar presentes pessoais para as mães. Os eletrodomésticos representam uma exceção, em função das campanhas de publicidade maciças realizadas pelas grandes redes às vésperas do Dia das Mães deste ano e da redução das taxas de juros, permitindo inclusive parcelamentos sem juros", acrescenta o economista.Meios de pagamentoA média de gastos por pessoa no período foi de até R$ 50,00 segundo 42,62% das entrevistas e de R$ 50,01 a R$ 100,00 de acordo com 27,62% dos estabelecimentos. Como nos anos anteriores, a forma de pagamento preferida foi o parcelamento no cartão de crédito, utilizado em 69,52% das compras e favorecido pela opção de pagamento em parcelas sem juros oferecida pelas administradoras e pelas lojas.

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