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Comércio e consumidores beirando o pessimismo

Há dias a Fecomércio - Federação do Comércio do Estado de São Paulo - informava que o seu índice de confiança do empresário do comércio, no mês de abril, caiu 1,66% em relação a março. A queda, pelo terceiro mês consecutivo, a entidade atribui ao aumento da inflação, à redução da renda real do consumidor e ao crescimento pouco expressivo da própria atividade do setor varejista.

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2014 | 02h10

Grandes e pequenas empresas estão menos confiantes, enquanto o índice, em 109,07 pontos, se aproxima dos 100 pontos que são considerados o limite inferior da faixa de otimismo, abaixo da qual começa o pessimismo.

No dia seguinte, foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que saiu com o seu ICC - Índice de Confiança do Consumidor. Este também entrou em queda, de 0,8% em abril, depois de ter subido 0,1% em março. O ICC da FGV percorre igualmente uma escala de 200 pontos e, quanto mais próximo de 200, maior é o nível de confiança do consumidor. Fechou o mês de abril em 106,3 pontos, o menor nível desde maio de 2009 quando marcou 103,6 pontos, e se aproxima de 100, como no caso do índice da Fecomércio.

Em nota, a FGV assinalou que depois de alguma melhora em março, as avaliações do consumidor em relação ao momento presente voltaram a piorar, influenciando o resultado do ICC.

Isso se explica porque o ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativa (IE). Na medição de agora o ISA teve uma queda de 1,9% ao passar de 113,8 para 111,6 pontos, enquanto o IE caiu menos, 0,4%, de 104,0 para 103,6 pontos. E no mês de março o ISA havia avançado 1,3%, enquanto o IE recuava quase a mesma coisa que em abril, 0,5%.

Algum fator emocional ou psicológico pressionou o ISA para uma boa melhora no mês de março.

O importante, ao que parece, é que as duas pesquisas, a da Fecomércio e a da FGV, revelam que comerciantes e consumidores compartilham da queda de confiança com relação ao que podem esperar adiante: aqueles com relação ao avanço dos seus empreendimentos; estes, com respeito à preservação ou melhora dos seus rendimentos.

Esse clima afeta os planos e a programação de produção da indústria e tem muito a ver com a marcha da inflação, mais rapidamente medida e mais bem sentida no que se refere aos bens de salário, nas feiras livres, nos supermercados, nos armazéns e nos mercadinhos dos bairros.

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