Comércio eletrônico deve faturar R$ 1,2 bi no Brasil com Black Friday

No ano passado, o faturamento das lojas virtuais durante o evento chegou a R$ 770 milhões, superando com folga estimativas iniciais da E-bit de um volume de vendas de R$ 390 milhões

REUTERS

17 de outubro de 2014 | 12h23

As vendas online da Black Friday no Brasil deverão ter um salto nominal de 56% sobre o ano passado, a R$ 1,2 bilhão, estimou a empresa de informações sobre comércio eletrônico E-bit nesta sexta-feira.

Tradicionalmente conhecido como um dia de queima de estoques nos Estados Unidos, a Black Friday ocorre na última sexta-feira de novembro e está em sua quarta edição no país, onde é mais forte na Internet que no varejo físico.

No ano passado, o faturamento das lojas virtuais durante o evento chegou a R$ 770 milhões, superando com folga estimativas iniciais da E-bit de um volume de vendas de R$ 390 milhões.

Segundo a E-bit, o alto consumo dos brasileiros na Black Friday é favorecido tanto pela proximidade do Natal quanto pelo apetite dos consumidores por descontos. A expectativa é que data vá somar 3,37 milhões de pedidos online, com tíquete médio de compra de R$ 355.

"Os lojistas estão apostando na Black Friday para alavancar suas vendas neste final de ano", afirmou o diretor-executivo da E-bit, Pedro Guasti, acrescentando que as categorias mais procuradas continuarão sendo de informática, eletrônicos, eletrodomésticos, moda e acessórios, e telefonia/celulares, em função do maior valor agregado e diversidade de ofertas.

Neste ano, o e-commerce segue avançando em ritmo forte, apesar da desaceleração do varejo no país, em meio a um cenário menos propício para o consumo diante do endividamento das famílias, taxa de juros elevada e aumento da inflação.

A E-bit estima que o faturamento do comércio eletrônico no Brasil em 2014 irá alcançar R$ 35 bilhões, um crescimento nominal de 21% sobre o ano passado.

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