Comércio eletrônico prioriza entrega rápida

No Natal do ano passado, a Wal Mart, gigante mundial do varejo que desenvolveu um planejamento logístico imitado no mundo todo, teve problemas para atender um volume recorde de pedidos pela Internet nos EUA e não conseguiu entregar os produtos antes das festas. No Brasil, muitos sites também deixaram os internautas na mão. Este ano, as empresas brasileiras juram que os problemas não se repetirão.Os executivos de sites de varejo e das empresas de logística responsáveis pelas entregas afirmam que o ano 2000 foi um período de aprendizado sobre o perfil do consumidor internauta. Eles garantem estar preparados para o aumento da demanda em dezembro, estimado em cerca de 30%, na média, em relação aos meses anteriores.O gerente de e-commerce do Sé Supermercados, Sérgio Vianna, admite que muitas empresas se atrapalharam para entregar os pedidos do comércio eletrônico no ano passado. "O mercado considerou um fiasco o desempenho do Natal passado", afirma. "Os problemas não devem se repetir este ano, pois as empresas aprenderam muito na prática com o segmento Internet". O Sé espera aumento de 30% nos pedidos pela rede em dezembro em relação a novembro.Para o gerente comercial do site do Pão de Acúcar, Amelia.com.br, Paulo Elias Gonçalves, os problemas nas entregas no ano passado serviram como alerta para as empresas que investiram no comércio eletrônico. Segundo ele, o Amelia.com.br, espera aumento de até 50% nos pedidos via rede em dezembro em relação aos meses anteriores. "O consumidor da Internet é exigente, impaciente e menos fiel", declara. De acordo com ele, o Pão de Açúcar dispõe de vans próprias para as entregas ao internauta. Uma das principais preocupações do planejamento é com o motorista e o ajudante, que, segundo ele, precisam ser muito bem treinados. "Num deslize do entregador, perdemos o cliente".

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