Comércio elogia juros, mas pede queda dos spreads no País

Fecomercio-SP e ACSP dizem que Copom está no caminho, mas que juros para consumidor também devem cair

Agência Estado,

10 de junho de 2009 | 20h49

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) divulgou nota nesta quarta-feira, 10, afirmando que a redução de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic (de 10,25% para 9,25% ao ano), "está no caminho certo", mas, para a entidade, o governo deveria atuar em uma outra frente: criar condições para que os juros ao consumidor também baixem.

 

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A Federação, segundo a nota, acredita que existe espaço para a redução do spread - diferença entre o que os bancos pagam na captação dos recursos e o que cobram dos clientes - e os juros ao consumidor. "Há espaço para uma redução de pelo menos 25% no spread cobrado atualmente, bastante factível de conseguir se houver empenho conjunto de bancos e governo", afirma Abram Szajman, presidente da Fecomércio. "O compulsório poderia ser reduzido bem como os impostos incidentes sobre as operações financeiras. Do lado dos bancos, há condições para aliviar os custos administrativos e a taxa de risco projetada em ambiente de crise que, no momento, poderia ser revista."

 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também demonstrou apoio à política monetária desenvolvida pelo Banco Central e disse que o corte na Selic veio acima das expectativas de mercado. "Como de costume, o Banco Central (BC) tem dado demonstrações de grande responsabilidade e acerto em suas decisões", disse Alencar Burti, presidente da ACSP, em nota. "A decisão do Copom superou as expectativas do mercado e vai forçar uma redução das taxas de juros para todos os segmentos da economia."

 

Na opinião do presidente da ACSP, o governo e o sistema financeiro deveriam agora estudar formas de reduzir os spreads bancários. "Um dos instrumentos mais importantes agora seria a provação do Cadastro Positivo, que ajudaria a reduzir substancialmente os spreads e melhorar a oferta de crédito para empresas e consumidores", afirmou.

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