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Comércio elogia redução da taxa básica de juros

Entidades do setor avisam, no entanto, que é preciso que o governo cumpra uma política fiscal austera

Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 21h07

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) considerou hoje positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) que reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 12% para 11,5% ao ano, uma queda de 0,5 ponto porcentual. Na avaliação da entidade, a autoridade monetária compreendeu que há espaço para a redução da taxa de juros, o que contribui para o crescimento da economia brasileira.

"A Fecomercio-SP destaca, contudo, que, caso o governo não realize um ajuste fiscal crível, o Banco Central, em breve, terá motivos suficientes para abandonar, novamente, os cortes na Selic", ponderou. A entidade acredita que, em novembro, a autoridade monetária deverá reduzir a taxa de juros para 11%, encerrando 2011 nesse patamar.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) também aprova a decisão do colegiado do BC, mas reforça que o ajuste na Selic tem que vir em sintonia com uma política fiscal mais austera, que possa conduzir o País a um crescimento saudável e duradouro no médio e longo prazo.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a redução dos juros, em um momento em que a inflação oficial acumula alta de 7,31% em 12 meses, tem de ser combinada com um ajuste no gasto público, a fim de diminuir a pressão especulativa com o capital externo e o descompasso entre oferta e demanda. "Temos visto que economias mais desenvolvidas, que por anos tiveram excesso de liquidez, não fizeram o dever de casa e hoje sofrem com déficits altíssimos, o que hoje é o grande problema do repique da crise", disse.

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