Comércio em SP tem movimento fraco em fevereiro

Pesquisa divulgada hoje pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revelou um movimento fraco do comércio varejista em fevereiro. De acordo com o levantamento, o número de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que indica as vendas a prazo, cresceu 1,3% em fevereiro em comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com janeiro deste ano, a ACSP registrou uma queda de 12,2% no número de consultas.Já o número de consultas ao Usecheque, que indica o volume de negociações à vista, cresceu 5,0% no mês passado ante fevereiro de 2005. Em relação a janeiro, o número de consultas caiu 9,8% em fevereiro.Na avaliação do presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o fraco movimento se deve ao carnaval. Ele acredita em uma recuperação a partir de março. Para ele, no entanto, o crescimento do comércio será mais forte somente no segundo trimestre, devido ao aumento real do salário mínimo, do incremento dos gastos públicos e de novas reduções dos juros por parte do Banco Central.Afif ressaltou que "todos indicadores internos e externos parecem permitir que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa acelerar a queda da Selic em sua próxima reunião", o que favoreceria a expansão do consumo, especialmente dos bens de maior valor que dependem do crédito.InadimplênciaA pesquisa revelou ainda um aumento de 7,8% no número de registros cancelados em fevereiro pelo SCPC em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação com janeiro, foi registrada uma queda de 4,4% em fevereiro. Foram cancelados 248.486 registros no mês, contra 203.509 no mesmo período do ano passado e 259.850 em janeiro.Já os registros recebidos pelo SCPC, que indica um aumento da inadimplência, teve uma alta menos expressiva no mês passado, de 2,4% tanto na comparação com fevereiro de 2005 quanto com janeiro de 2006. Foram recebidos 344.401 registros em fevereiro, contra 336.405 em fevereiro do ano passado e 336.471 em janeiro.Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o resultado de fevereiro representa uma sinalização positiva em relação à inadimplência. Ele alertou, no entanto, que o efeito das vendas de dezembro sobre a inadimplência só deverão ser sentidos em março e abril.

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