Comércio entre Brasil e Chile será monitorado

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan, informou que o Brasil e o Chile criarão uma comissão de monitoramento do comércio bilateral, a exemplo da que já existe com a Argentina e com o Paraguai. Em entrevista aos jornalistas brasileiros, em Córdoba, onde participa da reunião de Cúpula do Mercosul, Furlan destacou que o objetivo da comissão será o de "estimular o comércio" entre o Brasil e o Chile, conforme decisão tomada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet, durante café da manhã, na última quinta-feira.Furlan também defendeu as medidas cambiais a serem anunciadas no início da próxima semana ao dizer que "o país tem que ter medidas cambiais porque não pode perder o rumo do objetivo". Ele destacou que essas medidas "devem estimular as exportações".O ministro comentou ainda sobre a proposta do Brasil e da Argentina de eliminar o dólar de suas transações. Segundo ele, essa medida é parte de seu discurso de posse e "não foi aplicada antes porque o Guido (Mantega) não era o ministro da Fazenda". "É uma coisa maluca que Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai tenham que fazer operação em dólar", reclamou completando que esse tipo de transação é " burocrática" porque "se pode fazer diretamente em moeda local". Furlan considera que não será preciso "ter muita criatividade" para colocar a proposta em prática. "Já existe uma regulamentação nesse sentido, que permite transações em moedas locais na região de fronteira e só precisamos ampliar essa regulamentação", explicou.

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