Comércio entre Brasil e EUA cresce 114%

O saldo comercial do Brasil com os Estados Unidos mais do que duplicou no primeiro trimestre deste ano, comparado ao ano passado. O resultado das trocas com os norte-americanos avançou 114% e chegou a US$ 1,8 bilhão, o equivalente a praticamente metade de todo o superávit comercial do País no período.Para este ano, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) projeta um saldo entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões com os EUA. O saldo positivo com a maior economia do mundo no trimestre reflete um avanço de 19% das exportações e uma queda de 13% das importações realizadas pelo Brasil. Em 2002, o saldo com os Estados Unidos já havia aumentado quase quatro vezes sobre 2001, reflexo de uma queda de 20% nas importações e avanço de 8% nas exportações para os EUA.Especialistas em comércio exterior concordam, contudo, que os valores das vendas externas e do superávit bilateral poderiam ser maiores não fossem as barreiras impostas a produtos importantes da pauta brasileira, como suco de laranja, açúcar, carnes e aço. ?Teríamos, claramente, espaço para exportar mais, com menos protecionismo. Até soja podemos vender mais, porque nosso custo é menor?, diz o diretor-executivo da AEB, José Augusto de Castro.Ele afirmou que os norte-americanos sabem que o Brasil também pode ganhar com a criação da Alca e tenderão a se defender. Castro avalia que os Estados Unidos não deverão abrir mercados importantes para o Brasil, como de aço, confecções, suco e fumo, por exemplo. Para o especialista, a população norte-americana avalia que a Área de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) ?beneficiou muito o México? e, por isso, os Estados Unidos estarão atentos com relação à Alca.

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