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Comércio entre Israel e Brasil pode dobrar, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan - que encerrou nesta quarta-feira uma visita de cinco dias a Israel - acha que o comércio entre o país e o Brasil pode dobrar. "Na área do comércio, onde temos hoje uma corrente total de cerca de US$ 700 milhões, em números de 2004, acredito que no curto prazo poderemos passar de US$ 1 bilhão, e que este número pode ser dobrado, provavelmente em 3 anos, porque as oportunidades são muito grandes", disse ele.Para o ministro, a visita serviu para abrir inúmeras portas para a cooperação entre as duas economias que, segundo ele, são complementares. Uma das áreas de interesse de Israel é o álcool combustível, que poderia preencher uma necessidade urgente de Israel, já que o país sofre de um grave problema de poluição.TecnologiasSegundo o ministro, a expansão do comércio entre os dois países não é apenas uma previsão teórica. "Se olhamos os contatos feitos pela Petrobras, pela Embraer e por outras empresas aqui presentes, não estamos falando de teorias, estamos falando de coisas concretas que podem acontecer já no curto prazo", disse.O ministro informou que Israel tem interesse em tecnologias brasileiras, principalmente nas áreas de energia renovável, bioenergia e veículos híbridos, nas quais o Brasil já tem uma experiência em funcionamento.O Brasil tem interesse em cooperação tecnológica com Israel, especialmente nas áreas da nanotecnologia, biotecnologia e microeletrônica.Durante a visita, Furlan se encontrou com líderes políticos e empresariais, entre eles o presidente, Moshe Katzav, e o vice-primeiro-ministro, Ehud Olmert. "A receptividade que tivemos foi notável, do presidente e dos vários ministros, esses não foram encontros formais, mas sim de amizade e de cooperação", disse o ministro.VisitaFurlan trouxe convites do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Katzav e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, visitem o Brasil. De acordo com Furlan, Katzav demonstrou interesse em visitar o Brasil no verão de 2006.

Agencia Estado,

27 de julho de 2005 | 16h03

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