Comércio espera novos cortes de juro

Assim como a indústria, o comércio também reclamou do corte de juros decidido hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) - de 0,75 ponto porcentual, em que a Selic passou de 16,5% para 15,75% ao ano. A decisão era um "resultado esperado", na avaliação do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. No entanto, para o empresário, os indicadores de inflação e do nível de atividade permitiam uma queda mais acentuada. "O importante agora é que a ata da reunião transmita a continuidade da redução dos juros nos próximos meses, uma vez que as taxas praticadas no Brasil ainda continuam sendo as maiores do mundo e um grande inibidor dos investimentos, da produção e do consumo", disse Domingos. Afif disse ainda, em nota distribuída à imprensa, que a associação lamenta o resultado fiscal do governo, que deveria ser intensificado para reforçar a política monetária, mas que "vem sendo afrouxado, o que pode impedir uma desaceleração mais rápida dos juros".

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