Comércio esperava corte maior de juro

O corte de 0,5 ponto pOrcentual da Selic, a taxa básica de juros da economia, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) - de 15,75% para 15,25% ao ano - foi tímido e insuficiente, na avaliação do presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Abram Szajman."O Copom perdeu mais uma oportunidade de contribuir para o crescimento da economia", disse o empresário, para quem esta "seria a última chance de um corte mais agressivo na Selic", dadas as condições do cenário internacional, em particular a elevação dos juros norte-americanos."A estabilidade das variáveis macroeconômicas assegura o cumprimento da meta inflacionária, o que torna ainda mais anacrônico o excessivo conservadorismo do Copom", afirmou Szajman, ressaltando que um corte maior seria necessário para poder repetir no segundo trimestre o resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, divulgado hoje pelo IBGE.Cautela aceitaJá o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Guilherme Afif Domingos, classificou como correta a decisão do Copom. Para Afif, as perturbações no cenário econômico internacional levaram a esperar por um corte mais "cauteloso". Contudo, espera que o Banco Central não perca "novas oportunidades para cortes mais ousados, como ocorreu no passado". "O governo poderia ajudar a criar essas condições favoráveis praticando uma política fiscal mais austera, o que, infelizmente, não vem ocorrendo", afirmou Afif.

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