SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Comércio exterior é um dos canais para retomada da economia, diz ministro

Segundo Armando Monteiro Neto, o comércio exterior não teve a centralidade que deveria ter na economia brasileira nos últimos anos

Idiana Tomazelli e Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 13h29

RIO - O comércio exterior não teve a centralidade que deveria ter na economia brasileira nos últimos anos, mas agora se apresenta como um dos canais para a retomada da economia, afirmou nesta quarta-feira, 19, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto. Segundo ele, o Plano Nacional de Exportações (PNE) é uma iniciativa concentra para que o País utilize esse canal.

"O comércio exterior não teve a centralidade nos últimos anos que deveria ter. Agora, um dos canais para retomada da economia é o canal externo", disse Monteiro durante apresentação do 34º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). "O Brasil tem como desafio criar uma ação estruturante para elevar o status do comércio fiscal."

Em meio a um cenário de restrição fiscal, Monteiro admitiu que o Plano Nacional de Exportações (PNE) não resolve sozinho todos os gargalos e desafios da economia brasileira. "Alguns desafios são de caráter estrutural", disse o ministro. "Mas o PNE é iniciativa concreta para que Brasil possa se utilizar de maneira mais efetiva desse canal." 

No mesmo evento, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, disse que as exportações são o "melhor e único" caminho para superar a situação atual da economia brasileira, mas a desvalorização recente da taxa de câmbio não resolve todos os problemas do comércio exterior.

A desvalorização do câmbio não resolve todos os problemas porque as moedas de outros países também se desvalorizaram, destacou Castro. Enquanto o real perdeu 50% de valor diante do dólar nos últimos 12 meses, o euro perdeu 18%. Na visão de Castro, essas desvalorizações todas visam a ganhar mercado nos Estados Unidos e esse é um dos motivos pelo qual a China desvalorizou o yuan na semana passada. 

"O câmbio não é fator de competitividade, mas de conversabilidade", afirmou Castro. Por isso, reduzir custos é imperativo para os exportadores. Por causa da inflação, da elevação dos juros e do aumento de tributos, os custos subiram no Brasil nos últimos meses. Dessa forma, a desvalorização do câmbio apenas "compensou a elevação de custos", nas palavras de Castro.

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