Comércio exterior não pesou na inflação de SP, avalia Dieese

O comércio exterior tem pouco peso no Índice do Custo de Vida (ICV) de São Paulo, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e que mede a inflação no município. A afirmação é de Cornélia Nogueira Porto, coordenadora de preços do departamento. De acordo com ela, a elevação da cotação da moeda norte-americana no período foi de 96,63%.Para fazer a análise, a coordenadora separou os produtos e serviços em três categorias, segundo a influência cambial em seu preço final em pouca, média e muita. "O grupo dos produtos e serviços com pouca influência representa 59,1% das despesas domésticas do paulistano, revelando de certa forma a relativa independência do mercado interno aos preços internacionais. Ou seja, não somos tão dependentes de outros países como pensamos", salienta Cornélia.Os bens e serviços que estão enquadrados neste grupo são aqueles cujo peso dos importados e/ou exportados em sua fabricação é muito pequeno. Neste caso, estão produtos alimentícios, de limpeza doméstica, serviços, aluguel e impostos.O grupo com média influência representa 35,9% na estrutura de pesos do ICV. É o caso dos derivados de petróleo e de trigo, carnes, frango, laranja, sapatos, soja e papel, entre outros. Já a classificação de muita influência representa apenas 5% das despesas do paulistano, segundo o Dieese.Entre os produtos considerados exportáveis por Cornélia estão açúcar e café, enquanto entre os importados estão bacalhau, azeite e azeitona.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.