Comércio global de combustíveis deve aumentar com novas refinarias

Os volumes globais de comércio de combustíveis como o diesel devem crescer em detrimento da venda de petróleo bruto, com produtores construindo a próxima geração de refinarias em seu próprio solo, disseram analistas nesta terça-feira.

Reuters

30 Outubro 2012 | 15h28

Enquanto os produtores de petróleo do Oriente Médio têm investido no aumento da capacidade de refino, margens estreitas forçaram o fechamento de unidades na Europa e nos Estados Unidos, levando a grandes mudanças no mercado global de petróleo local.

"Nós vemos grandes mudanças nos fluxos de comércio. É realmente um novo mapa do petróleo", disse o chefe do setor de petróleo e divisão de mercados Antoine Halff, da Agência Internacional de Energia.

"Assim como o comércio de petróleo deverá cair, o volume de derivados deve aumentar", acrescentou, na Conferência Global de Energia em Genebra.

Duas das grandes mudanças que ele descreveu serão a redução das exportações do Oriente Médio e a queda das importações de petróleo dos EUA, com os investimentos pesados em óleo e gás de xisto para reduzir sua dependência das importações de petróleo estrangeiro.

Os volumes de petróleo negociados globalmente devem diminuir em cerca de 1,6 milhão de barris por dia (bpd), antes os níveis de 2011, para abaixo de 33 milhões de bpd em 2017, de acordo com a Halff. Ele não deu um número para o aumento do fluxo de derivados no mesmo período.

"Eu acho que é uma tendência e que os produtores estão procurando agregar valor às sua exportações com o refino, já que o petróleo bruto tem valor relativamente baixo e os derivados têm alto valor", disse David Fyfe, diretor global de pesquisa de mercado e análise da trading Gunvor.

(Reportagem de Emma Farge)

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