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Comércio já vive em clima de bom Natal

A recuperação das vendas depois das eleições está elevando as expectativas do comércio e da indústria para o desempenho dos negócios neste fim de ano. Com movimento 6% superior ao de novembro de 2001, a Lojas Cem, rede de varejo de eletroeletrônicos e móveis, decidiu antecipar para esta segunda-feira a sua promoção de Natal, alongando de 5 para 6 vezes o prazo do crediário sem juros. A rede espera faturar neste período 15% a mais do que no ano passado. Estratégias parecidas estão sendo articuladas por outras redes. "Está ´ pintando´ um bom Natal", observa o consultor Alberto Serrentino, sócio-diretor da Gouvêa de Souza & MD, especializada em varejo. Segundo ele, as vendas estão sendo embaladas por um otimismo pós-eleitoral, depois de terem ficado praticamente represadas por um longo período até as eleições. "Mais de 50 milhões de brasileiros elegeram o novo governo e acreditam que agora as coisas vão melhorar, o que tem impacto amplamente positivo na decisão de consumo", afirma Serrentino. A expectativa geral é de que a demanda fique ainda mais aquecida a partir deste fim de semana. "As pessoas já deverão começar a gastar por conta do dinheiro da primeira parcela do 13.º salário, que chega até o fim deste mês", diz o supervisor-geral da Lojas Cem, Valdemir Colleone. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, o pagamento do 13.º deverá injetar R$ 21,35 bilhões na economia até o fim do ano, dos quais R$ 6,1 bilhões devem ingressar até 30 de novembro, quando termina o prazo para o pagamento da primeira parcela do abono. O Diesse calcula que outros R$ 9,15 bilhões já tenham sido absorvidos, pois muitas empresas adiantam a primeira parcela no meio do ano ou por ocasião das férias dos empregados, totalizando R$ 30,5 bilhões. O varejo espera que o 13.º estimule as vendas. Segundo o consultor da Gouvêa de Souza & MD, boa parte dos consumidores endividados já regularizou sua situação com o dinheiro dos expurgos do FGTS, que vem sendo liberado desde julho. "Isso significa um dinheiro extra na mão do consumidor", observa Serrentino. De olho nesses recursos, o varejo cria novas formas de atrair o consumidor. Mesmo com a nova alta da taxa básica de juros (de 21% para 22% ao ano), grandes redes prometem não aumentar os juros do crediário. ChamarizA Casas Bahia, maior rede de varejo de eletrodomésticos e móveis do País, com faturamento para este ano previsto em R$ 4 bilhões, está inovando: aos domingos e feriados, as lojas que estiverem abertas vão parcelar compras feitas com cartões de crédito em até dez vezes sem juros. Além de servir como um chamariz, a rede pretende com a medida aumentar a participação dos cartões de crédito, que hoje respondem por apenas 2% do faturamento. Mais de 90% das vendas são feitas pelo crediário. Depois de faturar R$ 2 bilhões no primeiro semestre, a Casas Bahia projeta obter mais R$ 2 bilhões na segunda metade de ano, repetindo a mesma cifra registrada em igual período de 2001. De janeiro a outubro de 2002, a rede faturou R$ 3,1 bilhões. Numa estratégia até então não aplicada em São Paulo, os shopping centers anteciparam a decoração de Natal já para outubro. O Central Plaza Shopping, localizado na Vila Prudente, Zona Leste, inaugurou sua decoração no dia 28 do mês passado. De acordo com o superintendente do centro de compras, Carlos Alberto Feitosa, a iniciativa teve resultado positivo. O shopping espera aumentar em 15% as vendas no fim de ano em relação a 2001.

Agencia Estado,

25 de novembro de 2002 | 14h56

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