Comércio muda de endereço e vai para a web

Em vez de abrir lojas físicas, empresas tentam vender na internet e fazem parcerias com grandes redes de varejo

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h06

O custo alto de abrir uma loja física motivou as marcas a procurarem outros canais de venda. Depois de manter duas lojas próprias para a marca EOS Cosméticos entre 2008 e 2010, a empresária Mariangela Bordon mudou de estratégia. Desde então, ela vende os produtos da marca em grandes redes de varejo, como Pão de Açúcar, Drogasil e Lojas Renner. Assim, a linha está disponível em mil pontos de venda no País.

"O aluguel subiu demais e o custo de abrir uma loja própria é muito alto. O investimento total em cada ponto de venda chega a R$ 3 milhões. Está inviável", disse Mariangela. Além do custo alto de abrir uma loja própria, as marcas enfrentam uma espécie de fila para alugar os melhores espaços nos shopping centers. "A prioridade é de grandes grifes importadas", disse.

Mariangela não pretende voltar a ter lojas próprias. A meta dela é levar a EOS para 8 mil pontos de venda de grandes varejistas. "Para mim é melhor distribuir a minha marca no grande varejo do que abrir uma loja", conclui a empresária.

E-commerce. A empresária Fabiany Lima, fundadora da Timolico, que oferece pijamas, moletons e roupões customizados, encontrou no e-commerce a solução para entrar no mercado sem ter uma loja física. "No e-commerce é possível começar com uma estrutura enxuta e sem depender de um endereço famoso", disse Fabiany. "Consigo atender o País inteiro com um site."

Segundo ela, o investimento inicial no negócio foi de R$ 30 mil, três vezes menos do que precisaria para abrir uma loja. O plano de crescimento da Timolico não prevê lojas físicas, mas, sim, a expansão do portfólio de produtos com a adição de novas categorias no site.

Assim como a Timolico, outras redes buscam no e-commerce uma solução para crescer. Algumas, no entanto, optam por vender em lojas multimarcas online em vez de criar uma operação online própria - e com isso estrutura de call center, site e um sistema de distribuição para o País.

O mercado brasileiro já tem sites como Dafiti, OQVestir e Lets, especializados em vender roupas de diversas marcas. Esses endereços são alternativas de expansão tanto para grandes grifes quanto para marcas de estilistas menos famosos.

"Todos os dias somos procurados por marcas que querem crescer por meio da internet. É uma alternativa mais barata e com risco menor para estilistas que não tem caixa para arriscar uma loja própria", disse Isabel Humberg, CEO do site OQ Vestir, que reúne 170 marcas.

Segundo ela, o custo para entrar no e-commerce multimarcas é o estoque. "Esse custo a loja física também tem. Mas o empresário não precisa se comprometer com despesas mensais de aluguel e salário de funcionários", explica. / M.G.

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