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Comércio mundial não gera desenvolvimento para todos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em São Paulo, durante painel sobre financiamento e desenvolvimento na XI Assembléia Geral da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que apesar de a Organização das Nações Unidas (ONU) estar trabalhando há 40 anos para favorecer o crescimento sustentado dos países pobres, o comércio mundial ainda não se transformou em motor de desenvolvimento para a maioria das nações pobres.O presidente, no entanto, observou que algumas conquistas foram alcançadas. Porém, disse Lula, os "fluxos financeiros de investimentos continuam concentrados nos países desenvolvidos". Segundo o presidente, a liberalização e internacionalização das economias não contribuíram para a diminuição dos desequilíbrios macroeconômicos, financeiros e tecnológicos. "O aumento da atividade do setor financeiro não trouxe por si só os benefícios esperados para o comércio e indústria", discursou Lula na manhã desta terça-feira na Unctad.?Nova agenda deve incluir comércio mais justo?Lula defendeu a existência de uma nova mobilização política voltada para o desenvolvimento com inclusão social. Na avaliação do presidente, não basta os Estados nacionais perseguirem apenas a disciplina monetária e fiscal. "Essa é condição indispensável, mas não suficiente", salientou.Na nova agenda defendida por Lula deve haver a promoção de um comércio mais justo e de fluxos financeiros internacionais mais estáveis.

Agencia Estado,

15 de junho de 2004 | 12h38

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