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Comércio mundial tem maior avanço desde a crise financeira de 2008

Organização Mundial do Comércio apontou que, apesar do aumento de medidas restritivas, o comércio mundial avançou 4,7% no último ano

Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 16h28

O comércio mundial cresceu em 2017 no ritmo mais rápido desde a crise financeira, com alta de 4,7% no volume, ante avanço de 1,8% em 2016, mesmo diante do aumento de medidas restritivas, de acordo com relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O valor em dólar das exportações de mercadorias subiu 11%, para US$ 17,7 trilhões em 2017, enquanto as exportações de serviços comerciais cresceram 7%, para US$ 5,3 trilhões.

De acordo com a OMC, este aumento foi impulsionado, em grande parte, por fatores cíclicos, incluindo aumento dos gastos de investimento, que tem um alto conteúdo de importação. "Espera-se que o crescimento do comércio permaneça forte em 2018 e 2019, mas a expansão continuada depende de governos que buscam políticas monetárias, fiscais e especialmente comerciais apropriadas", apontou a Organização.

De acordo com relatório, em 2017, os membros da OMC aplicaram 75 novas medidas restritivas ao comércio, incluindo aumentos tarifários, restrições quantitativas, imposição de impostos de importação e regulamentações aduaneiras mais rigorosas. Isso corresponde a uma média mensal de 11 medidas entre outubro de 2017 e maio de 2018, contra 9 registrado no mesmo período um ano antes.

Por outro lado, 89 medidas foram implementadas para facilitar o comércio durante o período em análise, incluindo tarifas eliminadas ou reduzidas, procedimentos alfandegários simplificados, redução de impostos de importação e eliminação de proibições de importação.

Livre-comércio

O secretário-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, pediu que os países se manifestem a favor do livre-comércio e alertou sobre diversas consequências negativas de uma possível guerra comercial após as tarifas do governo de Donald Trump impostas aos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Azevêdo, que se recusou a citar nomes de países, mas afirmou que "essa dinâmica restritiva ao comércio poderia prejudicar a economia mundial se perdurar". A repórteres em Genebra, o secretário-geral da OMC comentou que está convocando todos para a crença de que "o comércio é uma força do bem". O silêncio, disse ele, "é tão prejudicial quanto qualquer ação que leve a uma guerra comercial".

Azevêdo também alertou sobre o "pior cenário" de um mundo sem regras de comércio, dizendo que "a lei da selva teria consequências devastadoras para o crescimento e o emprego". Para ele, os investidores irão recuar, a economia irá perder força e os empregos serão perdidos./COM ASSOCIATED PRESS

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