Comércio paulista pede que BC monitore juros dos bancos

O Banco Central deveria monitorar os bancos de forma a reduzir o spread (diferença entre as taxas de captação e empréstimos), sugeriu hoje o diretor executivo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Antonio Carlos Borges.Para ele, há um "abismo" entre as taxas de captação e empréstimos dos bancos. "O problema não é a taxa básica de 26,5% ao ano usada pelo Banco Central no mercado financeiro para sepultar a inflação, mas sim o valor dos juros cobrados nos empréstimos que chegam a superar 50% para empresas e a 300% para as pessoas físicas", disse.Borges discorda de avaliação do Banco Central que dissecou a composição do spread bancário e chegou à seguinte conclusão: 22% é despesa administrativa dos bancos; 35% é inadimplência; 25% é cunha fiscal (impostos) e o restante 18% (lucro das instituições financeiras).Para ele, as despesas administrativas são praticamente cobertas pelas tarifas dos serviços bancários e 80% da inadimplência apontada no relatório do Banco Central é recuperada ao longo do tempo pelo serviço de cobrança dos bancos. O diretor executivo da Fecomercio entende que o lucro dos bancos nas operações de crédito é bem maior que os 18% apontados no estudo do BC e cita como contraponto os bilionários lucros dos balanços das maiores instituições bancárias do País.

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