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Comércio pode ficar sem roupa se o inverno for longo

O frio intenso dos últimos dias no Centro-Sul do País poderá levar ao desabastecimento de roupas de inverno nas lojas até o final da estação. Depois de dois anos com temperaturas altas para esta época do ano, as empresas preferiram ser conservadores e não reforçaram os estoques, concentrando-se em opções de meia-estação. Grande parte deles já foi consumida nas duas últimas semanas. "Se o inverno se prolongar, corremos o risco de desabastecimento", disse o vice-presidente da loja de departamento Riachuelo, Flavio Rocha.Ele disse que a maioria dos produtos é importada do Uruguai, Argentina e até da Ásia, impossibilitando a reposição rápida de mercadorias. Mesmo os itens fabricados no Brasil não podem chegar rapidamente às lojas porque o ciclo de produção é longo. Em conversa com presidentes de outras empresas, disse Rocha, a situação se repete. A decisão das redes de não investir pesadamente no inverno é uma estratégia para reduzir riscos, pois o encalhe de roupas atrapalha a capacidade de investimento nas coleções seguintes.ModaO presidente da Renner, Joel Galló, também admite que pode faltar roupa até o final da estação. "As empresas se prepararam de forma moderada para o frio", afirmou. Ele disse a previsão não é pior porque tradicionalmente as vendas de inverno ocorrem até o meio de junho, pois a procura é influenciada pelas tendências da moda. Mas se a temperatura continuar baixa, a demanda tende a se manter.Gallo considera que o incremento de vendas veio em boa hora. "O comércio estava precisando de inverno", disse. Só em maio, o aumento de vendas da Renner foi de 10% a 15% frente a maio de 2003. A Riachuelo contabilizou o mesmo porcentual.ExceçãoA agilidade na reposição dos estoques favoreceu, entretanto, a Zara, rede espanhola que está no Brasil desde 1999. Na média, as 12 lojas venderam 30% mais neste mês frente a maio de 2003. Com apenas 40% do volume comercializado produzido no Brasil, a empresa se beneficiou da facilidade de importação de outros países onde opera.O diretor-geral da Zara no Brasil, Pedro Janot, disse que a reposição dos produtos está sendo rápida. Ele disse que até agora os resultados de 2004 estão ajudando a repor o que se deixou de ganhar no ano passado. "Temos que deletar o ano de 2003 de nossa memória", afirmou.

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