Comércio prevê 233 mil temporários para fim de ano

Os lojistas se preparam para as contratações de final de ano e a expectativa é de que 233 mil trabalhadores temporários sejam absorvidos pelos setores do comércio e de serviços. Isso é o que aponta levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que revelou ainda que a maior parte das novas vagas deva ser preenchida em novembro.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

30 de outubro de 2013 | 16h53

Dos empresários consultados que têm a intenção de fazer alguma contratação, 48% afirmaram que deixarão para realizá-la em novembro. Outros 27% declararam que pretendem dar início às seleções ainda em outubro; 19% alegaram já ter realizado a contratação e apenas 5% esperariam até dezembro para contratar.

Em nota divulgada pela CNDL, o presidente da entidade, Roque Pellizzaro Junior, afirma que o ideal é que as contratações tivessem sido feitas até outubro. Isso permitiria, na avaliação dele, que os novos funcionários passassem por um período de treinamento e adaptação. "No entanto, a pesquisa mostra que muitos empresários acabam deixando para reforçar o quadro de funcionários no mês de novembro."

Com relação às características pessoais e habilidades profissionais dos empregados procurados pelos comerciantes, o levantamento apontou que 91% dos contratados devem ter entre 18 e 34 anos e as funções mais demandadas são vendedor (32%), caixa (16%) e estoquista (13%).

A pesquisa aponta ainda um quadro positivo para as perspectivas de vendas para o fim de ano. Entre os empresários entrevistados, 83% esperam vendas iguais ou maiores do que as de 2012 e apenas 12% acreditam que a situação será pior. O levantamento mostra que o principal motivo para o otimismo, citado por 36% dos entrevistados, é a maior disponibilidade de crédito.

Na opinião dos economistas do SPC Brasil, apesar dos recentes indicadores mostrarem mais cautela do consumidor nas compras a prazo, é natural que o período natalino impulsione as vendas no comércio. Tradicionalmente, lembram, é a data de maior lucratividade para o varejo nacional.

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