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Comércio prevê mudança nas condições de venda

O superintendente do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, advertiu hoje que os aumentos de juros adotados pelo Banco Central desde setembro poderão repercutir em breve nas condições de vendas ao consumidor. "Apesar da política monetária restritiva, o comércio não está elevando juros aos seus clientes. Contudo, poderá ocorrer logo a diminuição dos prazos de pagamento para quem adquire os produtos em prestações", disse.Solimeo anunciou também que, em fevereiro, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) (indica as vendas a prazo) e as consultas ao Usecheque (índice relativo as vendas à vista) deverão crescer de 3% a 4%, em comparação com fevereiro do ano passado. "Isto é um dado positivo, pois ele ocorre numa base mais favorável do que a do começo de 2004, quando apresentava condições mais fracas", comentou.Em fevereiro de 2004, a entidade registrou 1,334 milhão de consultas ao SCPC e 1,478 milhão ao Usecheque. Um avanço de 3% no acumulado deste mês previsto por Solimeo representaria uma elevação para 1,374 milhão e 1,522 milhão de consultas, respectivamente.Fevereiro começa com queda no número de consultasDo dia 1º a 15 de fevereiro, os resultados dos dois indicadores apresentam queda, devido aos feriados de Carnaval. No período, houve uma queda de 1,5% no SCPC e de 3,3% no Usecheque, em comparação à primeira quinzena do mesmo mês do ano passado. "Contudo, é preciso avaliar que o carnaval neste ano ocorreu na primeira quinzena de fevereiro, enquanto que no ano passado aconteceu nas duas últimas semanas do mesmo mês", ressaltou Marcel Solimeo. Para Solimeo, as vendas em fevereiro serão superiores às registradas no mesmo mês do ano passado porque a economia está em moderada expansão. "Há a inércia do crescimento, relativa ao crescimento de 2004", afirmou. "Além disso, há circunstâncias que estão retardando os efeitos dos juros altos, como o crédito consignado, empréstimo para aposentados, expansão dos gastos públicos e maior participação dos grandes bancos nas parcerias com empresas do varejo", comentou.Ele referiu-se, por exemplo, às sociedades firmadas pelo Bradesco com as Casas Bahia, e Itaú com o Pão de Açúcar, nas quais as instituições financeiras emprestarão recursos para os consumidores comprarem produtos daquelas redes.

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 14h09

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