Comércio reduz ritmo de recuperação

O comércio reduziu o ritmo da recuperação e sua força deverá ficar concentrada nas vendas de bens duráveis, aparelhos eletroeletrônicos e automóveis, que têm financiamentos a prazos mais longos e juros mais baixos. Os demais segmentos comerciais - supermercados, lojas de departamentos, lojas de roupas, farmácias - deverão ficar estáveis, neste final de ano, com vendas de bens de pequeno valor. A avaliação é do empresário Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. O índice de inadimplência que andava na casa dos 5% subiu nos últimos dois meses para 7%, diz ele. Na sua opinião, questões como as do preço do petróleo, descompensação da Argentina em relação ao Brasil - com aumento da taxa de câmbio - a manutenção dos juros internos altos, provocam incertezas no mercado e isso acaba batendo no consumidor.Com todos esses problemas, o ano de 2000 deverá fechar com o porcentual de vendas 5% a 6% mais que o ano de 1999, mesmo assim impulsionado pelas vendas de eletroeletrônicos e de automóveis. E se chegar a essa taxa, terá crescido a uma média de 1,5% nos últimos quatro anos. Em 1995 sobre 1994, houve crescimento de 16% nas vendas reais; em 1996/95, queda de 3%; em 1997/96, queda de 2%; em 1998/97, alta de 3%; e em 1999/98 queda de 1%, segundo os dados elaborados pela FCESP.Se não fossem as vendas de veículos - feitas até com financiamento externo - e as de eletroeletrônicos o crescimento seria ainda menor, diz o empresário. Szajman acredita que o reajuste de salários, em torno dos 7%, pouco poderão ajudar na recomposição das vendas. Cenário pessimista em 2001O empresário traçou um cenário pessimista para o início do próximo ano. "As dificuldades vão continuar, principalmente no primeiro trimestres, vamos iniciar o ano com período de dificuldades". Essa situação, foi determinada pelo fato de que "o consumidor teve suas despesas fixas aumentadas com o tarifaço e reajustes de energia, telefonia, combustíveis". Esse fôlego do final de ano, proporcionado pelo 13º salário, acaba depois do Natal, prevê Szajman.

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