Coluna

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Comércio tem de ser instrumento de mudança social, diz Amorim

Ao falar na sessão plenária da 5a. reunião ministerial da Organização Mundial do Comercio (OMC), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que o Brasil quer fazer do comércio e da liberalização comercial instrumentos de mudança social. "O comércio deveria ser uma ferramenta não apenas para criar riqueza mas também para distribuí-la de forma mais igual. Aqui em Cancún poderemos criar um novo espírito, mostrando que a liberalização comercial e a distribuição mais justa de riqueza são não somente compatíveis mas também que se apóiam mutuamente", afirmou Amorim. Ele disse aos presentes que o presidente Lula está totalmente comprometido com a justiça social no Brasil. "Na próxima Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente Lula irá reiterar seu apelo para uma maior sensibilidade em relação ao sofrimento dos pobres", declarou Amorim. AgriculturaAmorim disse que nenhuma outra área de comércio é sujeita a tanta discriminação como a agricultura. "Distorções no comércio agrícola não prejudicam simplesmente os países em desenvolvimento ao negar a esses países oportunidades de mercados", afirmou Amorim. "Os subsídios domésticos e as exportações agrícolas pelos países desenvolvidos deprimem os preços e as receitas no mundo inteiro, cortando os ganhos com exportação de exportadores competitivos e aumentando a incerteza sobre alimentos nos países em desenvolvimento", acrescentou. Destaque para o G-21Ele salientou que o "poder viciante" dos países ricos não contribui para a produtividade ou criação de riqueza. "Apenas geram dependência de um lado e privações de outro", observou. Por essa razão, disse Amorim, é que um grupo de países em desenvolvimento, que formaram o G-21, estão unidos para reformar as regras comerciais agrícolas. A proposta do G-21 pede a eliminação de subsídios e barreiras tarifarias pelos países desenvolvidos, melhorando o acesso a mercados pelos países em desenvolvimento.Amorim ressaltou que, para o Brasil, agricultura e desenvolvimento são centrais para o sucesso da rodada de Doha e salientou que o G-21 está organizado no propósito de resolver as falhas das rodadas comerciais anteriores. "Esperamos que outros possam ouvir a nossa mensagem e, em vez de nos confrontar ou tentar nos dividir, eles venham juntar forças a nossa empreitada para injetar vida nova ao sistema multilateral de comércio", afirmou o ministro.

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