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Comércio terá uma das piores fases desde 2ª Guerra Mundial

Alerta é a da ONU, que aponta que queda das exportações serão mais acentuadas do que se previa até agora

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

12 de março de 2009 | 16h30

O comércio mundial terá em 2009 um de seus piores momentos desde o final da Segunda Guerra Mundial. O alerta é a da ONU, que aponta que a queda das exportações serão bem mais acentuadas do que se previa até agora. Segundo o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Supachai Panitchpakdi, a retração no comércio pode ser de pelo menos 10%, chegando a 17% no pior dos cenários.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Na quarta-feira, 11, o governo alemão anunciou que as exportações em janeiro sofreram uma queda de 20%. Berlim é o maior exportador do mundo e sofre com a recessão generalizada. Já em Londres, o governo do REino Unido alertou para uma queda de 15% de suas exportações para fora da Europa. A Organização Mundial do Comércio (OMC) vem prevendo que a redução das exportações no mundo seria de 3%. Mas já alertou que, no dia 31 de março, irá rever os números diante da queda generalizada. "O número será feio", alertou Patrick Loew, economista chefe da OMC. Para Supachai, que já ocupou o cargo de diretor-geral da OMC, acredita que o número da entidade já está "amplamente superado". "Temos países importantes que tiveram quedas de mais de 20% já em seu comércio ", disse.  Pelos menos dois fatores estão tendo um impacto no comércio. Um é a queda nas linhas de crédito aos países emergentes, que já foi reduzida em 50%. Outro problema é a queda na demanda, diante da recessão nas maiores economias do mundo. O resultado é uma queda generalizada das exportações. Na Ásia, plataformas de exportações sofrem um colapso em seus comércios. Na Coreia do Sul, as exportações sofreram uma queda de 33% em janeiro, contra 35% de redução em Cingapura e mais de 43% em Taiwan. O Japão registrou uma queda de quase 46% em suas exportações em janeiro. A maior exportadora do mundo, a Alemanha, teve uma queda de 7%, o suficiente para gerar uma retração de 2% no PIB do país. Na China, a queda de exportações é a maior desde 1979, com 29%. Abertura  O Brasil não quer esperar uma retomada do processo de negociação na Organização Mundial do Comércio (OMC) para lutar contra o protecionismo. Na reunião do G-20, em abril, o governo quer uma declaração contra a imposição de barreiras. Mas acredita que a moratória declarada pelo G-20 de não impor medidas protecionistas não tem credibilidade. Outra iniciativa do País é a de retomar negociações para uma liberalização entre os países emergentes, já que não há avanços na OMC. O processo foi lançado em 2003, mas nunca chegou a um resultado.

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