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Comércio varejista de SP aponta crescimento de 5,2% em maio

Apesar dos atos de violência que tomaram conta da capital paulista e levaram o comércio a baixar suas portas mais cedo, o varejo da Região Metropolitana de São Paulo mostrou crescimento significativo pelo segundo mês consecutivo. O setor encerrou maio com o maior volume de vendas do ano: aumento de 5,2% quando comparado ao mesmo período de 2005. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).Em relação a abril passado, o avanço foi de 7,4% e, no acumulado nos cinco primeiros meses deste ano, o faturamento real dos lojistas paulistanos cresceu 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado."Para manter viva a tradição de melhor mês do primeiro semestre em virtude do Dia das Mães, o comércio paulistano teve de superar percalços inéditos, causados pela violência. Temia-se o comprometimento das vendas, decorrente da apreensão e relutância da população em sair às ruas e do próprio fechamento das lojas e shoppings. Os problemas, entretanto, perduraram por apenas uma semana e só atingiram alguns segmentos", diz o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.Entre os fatores que influenciaram o resultado estão a recuperação (embora ainda gradual) dos indicadores de renda real na Região Metropolitana de São Paulo, a inflação em queda e a oferta a crescente de crédito.O desempenho geral positivo se deveu, principalmente, a dois grupos: Vestuário, Tecidos e Calçados, cujo faturamento avançou 22,5%, o maior movimento mensal desde dezembro de 2005; e Concessionárias de Veículos, que reverteram a tendência de queda verificada até abril e registraram o melhor desempenho do ano: crescimento de 12,3%.Também obtiveram taxas positivas Autopeças e Acessórios (11,2%), Farmácias e Perfumarias (8,9%), Material de Construção (6,3%) e Lojas de Departamentos (0,6%). Em contrapartida, as vendas de três grupos encerraram maio em retração: Móveis e Decorações (7,9%), Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (6,4%) e Supermercados (3,9%).No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o faturamento foi positivo para Vestuário, Tecidos e Calçados (14,4%), Supermercados (8,1%), Farmácias e Perfumarias (6,8%), Autopeças e Acessórios (2,1%) e Material de Construção (1,9%) e negativo nos ramos de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (12,6%), Móveis e Decorações (8%), Lojas de Departamentos (4,3%) e Concessionárias de Veículos (2,4%).

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