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Comércio varejista tem menor expansão trimestral em 5 anos

Responsáveis pela alta em fevereiro, vendas em supermercados e alimentos ficam estáveis em março, diz IBGE

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

14 de maio de 2009 | 09h08

O crescimento de 3,8% nas vendas no varejo entre janeiro e março deste ano foi a menor expansão trimestral do setor em cinco anos, informou nesta quinta-feira, 14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O comércio varejista perdeu fôlego em março, quando cresceu 0,3% em relação a fevereiro, devido ao enfraquecimento nas vendas em supermercado e alimentos, que ficaram estáveis após um crescimento de 2,4% em fevereiro. Em relação ao mesmo mês de 2008, o crescimento foi de 1,8% e de 7,2% em 12 meses.

 

Supermercados e alimentos

 

O técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE Reinaldo Pereira disse que o crescimento mensal não foi mais expressivo por causa do desempenho de hiper e supermercados, que tem forte peso na pesquisa e mostrou desaceleração no aumento das vendas em março por causa do efeito calendário, já que a Páscoa em 2009 ocorreu em abril, enquanto no ano passado foi comemorada em março.

 

Eletrodomésticos

 

No setor de móveis e eletrodomésticos, as vendas caíram pelo segundo mês consecutivo em março. Houve recuo de 2,2% ante fevereiro, acentuando o ritmo de queda em relação ao resultado negativo de 1,4% em fevereiro ante janeiro. Na comparação com março de 2008, as vendas desse segmento caíram 0,9%. Em fevereiro, a queda dessa atividade ante igual mes do ano anterior havia sido de 2,1%.

 

Veículos e material de construção

 

As vendas do comércio varejista ampliado, que incluem veículos e motos e material de construção, registraram crescimento de 2,0% em março ante fevereiro e alta de 6,5% ante março do ano passado, acumulando expansão de 3,7% no primeiro trimestre.

 

As vendas de veículos e motos aumentaram 3,9% em março ante fevereiro, enquanto as vendas de material de construção subiram 3,0% nessa base de comparação. Ante março de 2008, as vendas de veículos aumentaram 17,1%, enquanto as vendas de material de construção caíram 4,1%.

 

Prognóstico

 

O técnico do IBGE Reinaldo Pereira disse que a restrição de crédito esta afetando o desempenho das vendas de móveis e eletrodomésticos. No entanto, a redução do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca - fogões, máquinas de lavar e geladeiras - deve beneficiar o setor. Além da renúncia fiscal dos eletrodomésticos, a Páscoa deve influenciar positivamente os resultados de abril.

 

Segundo o analista, a desaceleração no aumento das vendas do varejo em marco não reverte a tendência do setor de mostrar, até o momento, resistência à crise. "O varejo continua resistindo à crise, continua crescendo com o aumento de renda e a inflação baixa", disse.

 

O técnico do IBGE afirmou ainda que os incentivos para as vendas de automóveis e materiais de construção, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) beneficiaram o desempenho do varejo ampliado.

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