Comércio varejista vende 0,59% a mais em maio

As vendas do comércio varejista tiveram aumento de 0,59% em maio, tomando como base abril. De acordo com dado divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), na mesma base comparativa, a receita do setor teve aumento de 0,38%. O comércio varejista mantém a trajetória de crescimento nas vendas, com tendência de melhora, em conseqüência do reajuste do salário mínimo, aumento da ocupação, oferta de crédito e juros mais baixos, segundo avalia Reinaldo Pereira, técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE.Segundo ele, os resultados de maio - aumento de 0,59% ante abril e 7,32% ante maio de 2005 - foram influenciados também pela Copa do Mundo. O varejo tem registrado crescimento nas vendas ante igual mês do ano anterior, segundo a pesquisa do IBGE, desde dezembro de 2003.Conforme o instituto, as taxas para o volume de vendas foram de 7,32% sobre maio de 2005; 6% no acumulado do ano; e de 5,44% no acumulado dos últimos 12 meses. Já a receita nominal teve crescimento de 8,24% em relação a maio do ano passado; 8,10% em 2006; e 8,73% nos últimos 12 meses. SetoresNa comparação com abril, porém, calculada para quatro das oito atividades que compõem o setor, somente Móveis e eletrodomésticos teve resultado positivo (5,61%). A proximidade da Copa do Mundo elevou as vendas do varejo deste segmento. Pereira disse que o "efeito copa" - com aumento da venda de aparelhos de TV -, o reajuste do salário mínimo, o aumento na ocupação e a oferta de crédito beneficiaram o setor.As demais atividades apresentaram as seguintes variações: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, -0,40%; Tecidos, vestuário e calçados, -0,09%; e Combustíveis e lubrificantes, -0,62%. O segmento Veículos, motos, partes e peças, que faz parte do comércio varejista ampliado, cresceu 3,47% sobre abril.Maio x maio Tomando como base maio do ano passado (sem ajuste sazonal), sete das oito atividades do varejo registraram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado final, se estabeleceram em 7,36% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 14,97% para Móveis e eletrodomésticos; 19,02% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 9,26% para Tecidos, vestuário e calçados; 44,55% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 5,50% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 4,91% para Livros, jornais, revistas e papelaria; e -11,92% para Combustíveis e lubrificantes. O IBGE explicou que o crescimento de 7,36% nas vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo é justificado pelo aumento de 7,70% no rendimento médio real em relação a maio de2005, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, motivado pelo reajuste do salário mínimo, além da melhora nos níveis de ocupação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.