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Comissão aprova emenda de R$ 4 bilhões para a safra

Representantes do setor conseguem incluir mais R$ 2,5 bilhões na oferta de crédito agrícola

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

12 de novembro de 2008 | 13h16

Em meio à crise financeira internacional, que trouxe incertezas sobre o ritmo de preços das commodities durante o período de comercialização da safra 2008/09, os produtores conseguiram uma vitória nesta quarta-feira, 12, no Senado. Representantes dos agricultores conseguiram incluir no relatório do senador Neuto de Conto (PMDB-SC), relator do orçamento para a agricultura, uma emenda do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), que amplia em R$ 2,5 bilhões a oferta de crédito para os mecanismos de apoio à comercialização da safra 2008/09. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise   A proposta original encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional previa alocação de R$ 1,5 bilhão para as políticas de apoio à comercialização agrícola em 2009, contou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Lima, que defendeu a ampliação e acompanhou a votação do relatório do senador catarinense, encerrada há pouco no Senado. Com a verba adicional, sobe para R$ 4 bilhões o total de recursos que poderão ser usados nas políticas de apoio à comercialização. Desse total, o setor algodoeiro pleiteia apoio na ordem de R$ 800 milhões.  Cunha explicou que a votação desta quarta é a primeira etapa de um processo que vai ter seqüência nas próximas semanas. "A negociação agora é para que o relator-geral do Orçamento de 2009 mantenha a emenda", disse ele, referindo-se ao senador Delcídio Amaral (PT-MS). Depois, continuou o presidente da Abrapa, a "briga" é para que o Plenário vote favoravelmente à ampliação dos recursos para apoio à comercialização da safra. Depois de aprovado no Congresso, o Orçamento ainda pode ser vetado ou não pelo governo. Para o presidente da Abrapa, a sinalização do governo com mecanismos de apoio à comercialização é a única alternativa para destravar os financiamentos rurais. "Ninguém empresta porque o risco é alto", disse. "Se o governo sinalizar com uma política de apoio à comercialização, o risco diminui", argumentou. Ele lembrou que os preços do algodão no mercado futuro de Nova York atingiram ontem a menor cotação dos últimos seis anos, o que, segundo ele, indica tempos difíceis no momento de venda da safra que será plantada a partir do mês que vem no Mato Grosso.  O preço mínimo de garantia do algodão é de R$ 44,60 por arroba de pluma. Em 2008, as políticas de apoio à comercialização de algodão demandaram R$ 550 milhões. A distribuição dos recursos é definida pelo Ministério da Agricultura.

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