Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Comissão da Previdência quer audiências em maio e debate de relatório em junho

Presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PR-AM) disse que vai ouvir a equipe econômica do governo antes de iniciar discussões sobre a reforma

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 12h22

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), informou nesta terça-feira, 30, o cronograma prévio do colegiado. A ideia é que a comissão realize 11 audiências públicas em maio e que o relatório seja apresentado no começo de junho para ser debatido ao longo do mês. "Definimos um cronograma sugestão", disse Ramos. 

Na manhã desta terça, ele, o relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), e o vice-presidente da comissão, Silvio Costa Filho (PRB-PE), estiveram reunidos para debater o calendário e o cronograma. Agora essas definições devem ser apresentadas para os demais membros do colegiado. "Precisamos ouvir a equipe econômica antes de iniciar o debate", disse, acrescentando que pretende ouvir até 60 pessoas na tramitação. 

Segundo ele, o objetivo é reunir a comissão três vezes por semana. "Quanto mais rápido a equipe econômica vier, melhor", disse. "Para votar em julho no plenário, tenho de concluir a comissão em junho", afirmou, mas ressaltou que existem fatores externos que podem influenciar. 

Na segunda-feira, 29, ele esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ao ser questionado sobre uma declaração anterior em que disse não ter simpatia pelo governo, Ramos brincou e falou que "não quer namorar com o Bolsonaro, porque ele já namora o Maia", mas que o importante é aprovar a reforma. 

"Na reunião com Bolsonaro, fotografia foi mais importante do que o conteúdo", disse, sobre o simbolismo de mostrar a proximidade do Executivo com o Legislativo.

Ramos vai ouvir a oposição para dar início a um diálogo sobre a dinâmica da comissão. Ele se reúne agora com PCdoB e PSB. 

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