Comissão Europeia busca apoio para ajuda à Grécia

O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, tenta obter apoio para um novo instrumento que permita à zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) ajudar a Grécia. A informação foi dada hoje pela porta-voz da Comissão, Pia Ahrenkilde Hansen.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

22 de março de 2010 | 11h25

Na semana passada, Barroso pediu aos governos da União Europeia que aprovassem uma linha de ajuda que pudesse ser utilizada para resolver os problemas da Grécia com a dívida. Mas a chanceler alemã, Angela Merkel, não apoiou a ideia.

Pia afirmou que falsas expectativas não devem ser criadas em relação à aprovação de uma ajuda à Grécia na reunião de cúpula do Conselho Europeu da quinta-feira e da sexta-feira em Bruxelas. Mas afirmou que Barroso tem mantido contato regularmente com Merkel, defendendo a criação de um novo instrumento durante o encontro de cúpula desta semana. "A maior parte de seus esforços está concentrada em conseguir um instrumento do tipo que estivemos conversando", afirmou a porta-voz.

Paralelamente, a presidência espanhola da União Europeia afirmou que irá pressionar o bloco para fechar uma ajuda financeira para a Grécia, apesar da resistência alemã. "A presidência espanhola trabalhará nessa direção", disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos.

Também o vice-primeiro-ministro da Grécia, Theodore Pangalos, pediu aos líderes europeus que apresentem um pacote crível para deter a especulação contra os bônus gregos na reunião do Conselho Europeu. Em conferência realizada hoje, Pangalos disse que o futuro da União Europeia está em questão e advertiu que se os líderes europeus falharem em enfrentar o problema, irão ferir a integridade da zona do euro.

"Se não houver instrumento, nenhuma arma sobre a mesa, se os especulares não ficarem preocupados com a possibilidade de perderem, então o euro não tem significado", disse Pangalos. "Se isso acontecer, o objetivo da unificação europeia será adiado por muitas décadas." As informações são da Dow Jones.

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