Comissão Europeia vê recuperação frágil na região em 2010

A economia da União Europeia está se recuperando da mais longa e profunda recessão da sua história, mas o crescimento ainda é frágil, apesar de os riscos em 2010 estarem equilibrados, disse a Comissão Europeia nesta quinta-feira.

REUTERS

25 de fevereiro de 2010 | 09h32

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, manteve as suas projeções de crescimento e inflação para o bloco e para a zona do euro em 2010, e disse que os riscos às previsões estão amplamente equilibrados.

A Comissão disse que tanto a zona do euro quanto a UE crescerão 0,7 por cento neste ano, após contrações de 4 e 4,1 por cento, respectivamente, em 2009.

"Com muitas das principais forças motrizes ainda sendo temporárias na UE e globalmente, a robustez da recuperação ainda será testada", disse a Comissão em comunicado.

As previsões para 2010 da instituição ainda mostram que, embora uma demanda global melhor que o esperado possa impulsionar as exportações, o investimento permanece muito fraco, refletindo a excepcionalmente baixa utilização da capacidade.

"Um cenário brando de investimentos tipicamente implica um fraco mercado de trabalho adiante, o que, por sua vez, deve desanimar o consumo privado", disse a Comissão.

Segundo as estimativas da Comissão, a inflação da zona do euro, que o Banco Central Europeu (BCE) quer manter um pouco abaixo de 2 por cento no médio prazo, seria de 1,1 por cento em 2010. Na UE como um todo, a inflação deve ser de 1,4 por cento, acima do previsto em novembro, de 1,3 por cento.

"Uma calmaria considerável na economia deve manter a inflação sob controle, ofuscando os aumentos nos preços de energia e de commmodities. A estabilidade dos preços deve ser mantida", disse a Comissão.

"No aspecto negativo, a situação dos mercados financeiros continua altamente incerta e sujeita a sérios riscos adversos", disse a Comissão.

"No aspecto positivo, o vigor da recuperação global, particularmente nos mercados emergentes asiáticos, e a iminente reversão do ciclo de estoques na podem ter um impacto maior sobre a demanda doméstica do que o atualmente antecipado", disse.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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