Comissárias da Varig são capa da Playboy de setembro

Sabrina Knop já tinha vivido alguns minutos de fama quando foi eleita a Rainha das Comissárias da Varig, em 2001. Participou de eventos e apareceu na revista da Star Alliance. Mas o que aconteceu no mês passado foi novidade. ?Nunca na vida imaginei que seria capa de revista, muito menos da Playboy?, diz a gaúcha de 27 anos, comissária da rota Rio-Frankfurt da Varig.Ela e as colegas Patrícia Kreusburg e Juliana Neves serão as estrelas da edição de setembro da revista, onde aparecem nuas em um jatinho no aeroporto de Congonhas. Foram parar lá por conta dos amigos. ?Quando a Playboy começou a procurar comissárias interessadas em posar para a revista, perguntou a alguns funcionários da empresa se tinham indicações. Um colega indicou a Sabrina e eu?, conta Patrícia. ?Outro colega indicou a Juliana.?Patrícia diz que o susto foi grande. ?Mas a situação estava tão ruim que resolvi perguntar se a proposta era boa.? Ela fez as contas e topou. ?Antes eu estava há 5 meses sem salário. Com o cachê, eu posso fazer mestrado, comprar um carro e ainda guardar um pouco. ?Sabrina também vai realizar um sonho: ?Vou comprar meu apartamento e terminar a faculdade de Relações Internacionais.? Para Juliana, a vontade é investir na carreira em Estética. ?Já fiz uma parceria com o cirurgião plástico Roberto Azevedo e estou fazendo mais cursos para me especializar?. As reações dos amigos e parentes foram variadas. ?Meu irmão não gostou, mas eu brinquei com ele. Quantos têm uma irmã que pode sair na Playboy??, brinca Sabrina. ?Minha família estranhou, mas deu apoio?, diz Juliana. ?Meu marido ficou orgulhoso?, conta Patrícia. ?E acho que esse ensaio pode nos fazer alçar vôos diferentes.?Na esfera trabalhista O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro só vai se pronunciar no dia 24 sobre três ações civis públicas que pedem garantias aos trabalhadores da Varig. Os recursos judiciais têm praticamente o mesmo objetivo, que é o de garantir o pagamento de rescisões e salários atrasados.As ações foram movidas pelo Ministério Público do Trabalho do Rio e por duas associações de funcionários da Varig, ligadas ao TGV. Segundo o procurador Rodrigo Carelli, caso o TRT acate as ações, a VarigLog terá de pagar salários atrasados em 48 horas e as rescisões no prazo de 10 dias após a demissão do funcionário. Caso a nova controladora da Varig descumpra a decisão, estará sujeita a multa de R$ 2 mil por empregado. Carelli disse ainda que a audiência de hoje foi realizada para que a VarigLog apresentasse sua defesa. Ele contou que a empresa diz não ser responsável por passivos trabalhistas.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 23h11

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