Comissário diz que UE dá sinais profundos de desaceleração

Segundo Joaquin Alumnia, perspectivas econômicas para a UE se complicaram nas últimas semas

EFE

11 Outubro 2008 | 19h00

O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Européia (UE), Joaquín Almunia, disse hoje que a desaceleração na Europa dá sinais de estar se acentuando, em meio a um clima de incerteza e falta de confiança nos mercados.   Veja também: G7: 'todos os meios' contra a crise Bolsa cai 20% em semana de pânico  Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    "As perspectivas para a economia da UE se transformaram excepcionalmente em incertas nas últimas semanas", afirmou Almunia diante do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, em inglês), principal órgão diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que realizou hoje sua reunião semestral.   "Os eventos acontecem de forma rápida e imprevisível. A confiança entre os participantes dos mercados financeiros foi derrubada, o que desacelerou" de forma significativa "o fluxo do crédito", explicou Almunia.   O comissário afirmou que os indicadores econômicos apontam para uma desaceleração "adicional" da atividade no terceiro trimestre deste ano. Ele afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) europeu diminuiu pela primeira vez desde a introdução do euro. Ao mesmo tempo, "os Estados Unidos provavelmente estão entrando em uma recessão", frisou Almunia.   O espanhol também disse que, com a queda dos preços das matérias-primas, a inflação está em baixa na UE. "Se forem confirmados, estes novos fatos poderiam justificar alguma redução das taxas de juros a curto prazo", previu.

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