Comissário europeu cobra novamente plano de controle de resíduos

O comissário da União Européia para a Saúde Animal e Defesa do Consumidor, Markus Kyprianou, reafirmou nesta terça-feira ao ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, que o bloco será cada vez mais exigente em relação à qualidade dos alimentos. Esse recado já tinha sido transmitido na segunda pelo europeu ao ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto. Em reunião na manhã desta terça-feira, Kyprianou também reafirmou ao secretário da Pesca que a UE considerou satisfatório o plano de controle de resíduos apresentado pelo Brasil em julho. "Mas ele cobrou resultados", resumiu Gregolin.O plano prevê a coleta de amostras de vários produtos exportados para a União Européia e a realização de análises laboratoriais. Essas análises determinarão se os resíduos encontrados nos produtos estão dentro dos limites estabelecidos pelo bloco. A secretaria tem interesse em cumprir as exigências estabelecidas pela União Européia, pois o bloco é o maior importador de pescados do Brasil. No acumulado de janeiro a agosto de 2006, as exportações totais de pescados renderam US$ 237,711 milhões, sendo que os europeus gastaram US$ 129,157 milhões desse total, 54%.O secretário explicou que também há interesse na manutenção do comércio de atum fresco para a União Européia. O bloco tem cobrado do Brasil regras para a conservação dos lotes. A análise é feita com base nos níveis de histamina, que indica se o peixe está fresco ou não. Nos oito primeiros meses do ano, as vendas de atum para a União Européia renderam US$ 3,335 milhões, sendo US$ 1,365 milhão em atum fresco. De acordo com dados da secretaria, 95% do atum foi exportado pelo Rio Grande do Norte. "O comércio está mantido", disse, referindo-se às vendas de atum e de pescado. Para manter as exportações, o ministro disse ao europeu que o governo brasileiro permitirá que um laboratório localizado em Recife faça a análise dos lotes que serão remetidos à União Européia. Hoje, os testes são feitos num único laboratório localizado em São Paulo. Na reunião, o ministro pediu que a União Européia aceite que os testes nos lotes sejam feitos por amostragem. Hoje, o bloco exige que todos os carregamentos sejam avaliados. O comissário disse que avaliará o pedido.

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