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Comissões bilaterais vão avaliar impactos de projetos na Bolívia

O ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, questionou novamente o governo brasileiro sobre os impactos em território boliviano dos projetos de hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia. Após encontro com o chanceler Celso Amorim, Choquehuanca deixou o Itamaraty com a promessa de criação de três comissões técnicas bilaterais para esclarecimentos sobre os efeitos das represas na produção de peixes, na saúde das populações da região e na possível inundação de áreas na Bolívia. A hidrelétrica de Jirau, que vai a leilão só no ano que vem, deve ser construída a 80 quilômetros da fronteira.A criação das comissões não traz nenhum entrave à licitação da hidrelétrica de Santo Antônio, que vai gerar 3.150 megawatts, marcada para 30 de outubro. ''''Não estamos nos opondo aos empreendimentos'''', afirmou Choquehuanca, que participou nos últimos dois dias, em Brasília, da reunião ministerial do Fórum de Cooperação Ásia do Leste - América Latina. ''''Estamos no nível da discussão técnica. Queremos transparência porque temos de nos informar.''''Ele lidera uma ala relevante do governo Evo Morales, apoiada por organizações não-governamentais ambientalistas, que não vê com bons olhos a construção das usinas no Madeira. Para a outra ala, dominada pela equipe econômica, as obras trarão vantagens para a Bolívia - em especial, a possível cobrança de um projeto binacional de hidrelétrica. Evo ainda não optou por uma delas.

Denise Chrispim Marin, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

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