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Comitê da Basileia quer remuneração detalhada de executivos

Os supervisores do sistema bancário mundial acreditam que os bancos deveriam revelar mais sobre como a remuneração de seus executivos está atrelada ao desempenho da instituição financeira, depois que o tema dos bônus dos profissionais do setor veio à tona durante a crise financeira e econômica global.

REUTERS

27 de dezembro de 2010 | 16h54

Sob novas propostas, os bancos deveriam revelar informações qualitativas e quantitativas sobre suas práticas de remuneração, disse nesta segunda-feira o Comitê da Basileia para Supervisão Bancária, em um documento consultivo.

Para o Comitê, isso permitiria aos participantes do mercado terem acesso, entre outras coisas, à estratégia da instituição financeira e sua posição de risco.

Os bancos também precisariam revelar o total de bônus pago durante o ano financeiro e as ações oferecidas como remuneração aos executivos.

Comentários ao documento do Comitê da Basileia devem ser enviados até 25 de fevereiro de 2011.

Na semana passada, o Goldman Sachs estabeleceu um novo plano de bônus de longo prazo que permite que o banco tome de volta a remuneração distribuída ao funcionário caso ele assuma muito risco. Assim, a instituição financeira tenta assegurar que seus executivos não assumam riscos imprudentes.

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