Comitê do FMI pede vigilância sobre política de fluxo de capital

Segundo o Fundo, a economia global está se fortalecendo, mas políticas precisam ser adotadas dados os 'riscos significativos' que ameaçam a recuperação

Reuters,

16 de abril de 2011 | 19h13

O Fundo Monetário Internacional deve recomendar políticas nacionais que impulsionem fluxos excessivos de capital em outras economias, assim como políticas que busquem conter esses fluxos, disse neste sábado o comitê financeiro do FMI.

"Levando em consideração as circunstâncias específicas de cada país e os benefícios da integração financeira, essa estratégia deve englobar recomendações para ambas as políticas que aumentem os fluxos de capital e o gerenciamento desses fluxos", disse o painel de países-membros do Fundo em comunicado.

O Comitê Financeiro Monetário Internacional, grupo de autoridades financeiras de todo o mundo, disse que a economia global está se fortalecendo, mas que políticas precisam ser adotadas dados os "riscos significativos" que ameaçam a recuperação.

"São necessárias ações críveis para acelerar os progressos para fazer frente aos desafios à estabilidade financeira e à sustentabilidade da dívida soberana, e para garantir que a consolidação fiscal ocorra a tempo nas economias avançadas", disse o grupo.

O comunicado acrescentou que são necessárias medidas para evitar um superaquecimento inflacionário nas economias dos mercados emergentes e para lidar com os riscos criados com a alta nos preços das commodities.

O comitê do FMI também pediu a intensificação dos trabalhos para a ampliação de uma cesta de moedas que compõem os ativos de reserva da entidade, conhecidos como Special Drawing Rights (SDR).

As principais economias do mundo têm trabalhado em um plano para incluir a moeda chinesa, o yuan, na cesta do SDR. O progresso neste sentido, no entanto, tem sido lento, em parte por conta da política chinesa de estrito controle sobre o yuan. As moedas que compõem o SDR devem ser de livre flutuação.

 
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