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Comitê manterá ligadas termelétricas já acionadas

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu hoje manter ligadas as termelétricas que foram acionadas desde o início deste ano para poupar o nível dos reservatórios das hidrelétricas. A decisão valerá, pelo menos, até a próxima reunião do CMSE, em 19 de março.A decisão do comitê frustrou as expectativas de que a reunião de hoje poderia determinar, ao menos o desligamento das usinas movidas a óleo, mais caras e mais poluentes. Desde o começo do mês, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vinha anunciando que algumas térmicas poderiam ser desligadas no final deste mês.O próprio diretor-geral do Operador do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, chegou a admitir na semana passada a possibilidade de abrir mão de parte das termelétricas. Apesar disso, o secretário executivo do ministério, Márcio Zimmermann, garantiu que a decisão do CMSE foi unânime. Ele e Chipp explicaram que o Comitê preferiu optar pela cautela no manejo das termelétricas para aguardar o fim do período chuvoso, de modo a assegurar um bom nível dos reservatórios das hidrelétricas e garantir o abastecimento de energia em 2009.Nível-metaTambém foi adiada para a próxima reunião do CMSE a definição do chamado nível-meta de segurança dos reservatórios, a ser atingido no final de novembro, para garantir o abastecimento de energia no ano que vem.Chipp explicou que, uma vez que o nível-meta ainda precisa ser melhor discutido dentro do governo, e também devido ao fato de março ser um mês de chuvas fortes, o CMSE julgou "prudente" aguardar março para definir o desligamento das térmicas. "É prudente esperar o término do período de chuvas para termos o maior nível possível dos reservatórios", reforçou Zimmermann, assegurando que a cautela do CMSE não está relacionada a uma possível exportação de energia para a Argentina.Segundo Chipp, atualmente estão sendo gerados 3 mil megawatts (MW) em térmicas a gás, cerca de 1,3 mil MW nas usinas nucleares de Angra 1 e 2, mais 1 mil MW em termelétricas a carvão, e outros 1 mil MW em térmicas a óleo, totalizando 6,3 mil MW.

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