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Comitê vai monitorar sistema financeiro

Com composição semelhante à do Copom, objetivo do Comitê de Estabilidade Financeira, criado pelo Banco Central, é antecipar problemas

Célia Froufe e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

BRASÍLIA

O Banco Central criou ontem o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) para se antecipar a problemas que atinjam a saúde do sistema financeiro. Apesar de a diretoria do BC negar que a nova instância estará relacionada à decisão de mais medidas macroprudenciais, acabou admitindo que os estudos do Comef servirão para embasar os membros do Comitê e torná-los mais "proativos" diante de um primeiro sinal de alerta no sistema.

Assim como o Banco Central já conta hoje com o Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros e tem como meta a preservação da moeda, o Comef será voltado à outra missão do BC, que é zelar pelo sistema financeiro. A composição do comitê é similar à do Copom: presidente e diretores com direito a voto e chefes de departamento que participam das reuniões apenas para subsidiar o grupo com informações relativas às suas áreas. Os encontros estão previstos para ocorrer a cada dois meses.

"O Comef irá gerir processos de conhecimento e análise", explicou o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, acrescentando que o grupo visará a orientar as áreas do Banco para que trabalhem de forma mais harmônica. Assim, a diretoria colegiada continuará a tomar as decisões sobre regulações e outros pontos pertinentes ao trabalho dos executivos. "O Comef servirá para dar diretrizes para sermos mais proativos", comentou.

Recentemente, o BC teve de intervir no mercado por conta de problemas de solidez dos bancos PanAmericano e Morada. Com o Comef instalado, a autoridade monetária poderia ter se antecipado ainda mais em relação aos processos.

Posição sólida. "A criação do Comef se dá em um momento no qual o sistema financeiro se encontra em posição confortável e sólida, não obstante esses casos (dos dois bancos)", afirmou Anthero. O diretor de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Luiz Awazu Pereira, complementou a avaliação afirmando que o novo comitê "transcende episódios pontuais".

A criação de grupos com objetivo de aprimorar o trabalho interno do BC não é uma exclusividade brasileira, segundo os diretores. As experiências como esta são vistas na União Europeia, Reino Unido e nos Estados Unidos. No caso brasileiro, além da relevância que o País vem ganhando nos fóruns de regulação financeira global, o BC tem lidado com processos de consolidação, aquisições e o interesse crescente de grupos internacionais no mercado doméstico, o que justificaria a criação do comitê. Além disso, tem visto uma expansão da internacionalização de bancos brasileiros.

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