Comitês vão estudar saídas para a crise na aviação

O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), decidiu na noite desta quarta-feira, depois quatro horas de reunião, criar dois comitês técnicos ? um de conjuntura e outro de políticas públicas ? para, no prazo de 30 dias, apresentar sugestões para solucionar a crise financeira do setor aéreo e propostas de reformulação da legislação.O comitê de conjuntura ficará subordinado ao Ministério do Desenvolvimento e discutirá medidas emergenciais para a aviação civil. Já o comitê de políticas públicas e ficará subordinado ao Ministério da Defesa e discutirá propostas de alteração nas leis.A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, ao deixar a reunião, informou que não houve soluções específicas e negou projeto para se estabelecer uma política específica de combustíveis para o setor aéreo.O economista Luciano Coutinho afirmou que a criação dos dois grupos de estudos permitirá que a Varig e a TAM cheguem à fusão de forma organizada. ?Evidentemente, qualquer solução sustentável para o setor aéreo passa pela reformulação da regulação que precisa ser muito eficiente. Os sistema brasileiro está muito irracional?, disse Coutinho, contratado pela Varig e pela TAM como consultor do projeto de fusão dessas duas empresas.A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, que aguardava no Ministério da Defesa o resultado da reunião, considerou ?super positiva? a decisão do Conselho de criar os dois grupos de estudo.O presidente do BNDES, Carlos Lessa, disse ao deixar o Ministério da Defesa, que a instituição terá um papel de ?ponto final? na discussão em torno da crise do setor aéreo. Segundo ele, a tarefa do banco é analisar se os projetos apresentados pelas empresas podem ser financiados pela instituição. Lessa disse que o BNDES só se pronunciará sobre o processo de fusão Varig-Tam depois de analisar os projetos. ?De todas as coisas, o BNDES é a última instância?, disse.O presidente da Infraero, Carlos Wilson, disse que existe uma preocupação do governo em relação às demissões no setor. Segundo ele, os grupos criados terão que trabalhar de forma rápida para encontrar uma solução no prazo de 30 dias. Ele disse que a Infraero tem feito possível para amenizar a crise das companhias aéreas alongando os prazos para pagamento das dívidas.

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