Commodities impulsionam Bovespa acima de 69 mil pontos

A alta de empresas ligadas a matérias-primas garantiu que o Ibovespa fechasse em alta nesta terça-feira, renovando a máxima desde abril.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

28 de setembro de 2010 | 17h59

Petrobras, Vale, OGX e siderúrgicas se destacaram entre as maiores altas do índice.

O Ibovespa teve alta de 0,6 por cento, a 69.227 pontos. É o maior patamar de fechamento desde 23 de abril. O giro do pregão foi de 6,07 bilhões de reais.

Em Nova York, os índices Standard & Poor's 500 e Dow Jones subiram 0,5 e 0,4 por cento, respectivamente, após uma sessão volátil e de preocupação com a queda da confiança do consumidor nos Estados Unidos. O dado foi o principal responsável pela queda do dólar no mercado global.

O maior volume financeiro na bolsa paulista ficou com as ações preferenciais da Petrobras, com alta de 0,75 por cento, a 26,70 reais.

Segundo a analista Lilyanna Yang, do UBS, o rebalanceamento do índice MSCI Latin America favoreceu o papel, com uma estimativa de até 1 bilhão de dólares em ações compradas por investidores que acompanham o índice.

Em segundo lugar em termos de volume ficou a ação preferencial da Vale, com alta de 0,66 por cento, a 45,90 reais. Esse papel já acumula alta de 5,7 por cento desde que a mineradora anunciou a recompra de até 2 bilhões de dólares em ações, na semana passada.

O panorama para os preços do minério de ferro também está firme, de acordo com os analistas Rodrigo Barros e Jorge Beristain, do Deutsche Bank, que compareceram a uma conferência de aço e matérias-primas na China e reiteraram a recomendação de compra das ações da Vale.

No setor de siderurgia, a ação preferencial da Usiminas --que anunciou aprovação do desdobramento de ações-- teve alta de 2,67 por cento, a 23,10 reais. CSN avançou 2,53 por cento, a 29,55 reais, e Gerdau teve alta de 2,1 por cento, a 23,38 reais.

A maior alta do Ibovespa coube à OGX, com ganho de 3 por cento, a 20,96 reais. No setor de celulose, Fibria teve valorização de 2,38 por cento, a 30,10 reais.

Fora das matérias-primas, notícias corporativas animaram o setor de cartões, com alta de 0,69 por cento da Redecard, a 26,18 reais, e de 2,46 por cento da Cielo, a 15,00 reais.

De acordo com Rafael Dornaus, operador de renda variável da corretora Hencorp Commcor, a alta da Redecard esteve ligada à parceria com a chinesa UnionPay . Já a Cielo subiu por conta do "grande" anúncio que a empresa diz reservar para a manhã de quarta-feira, sem ter informado detalhes.

Na ponta de baixo, a maior queda percentual da carteira teórica ficou com Duratex, com baixa de 2,51 por cento, a 17,84 reais.

(Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)

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