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Como aproveitar melhor o curso no exterior

Especialistas na área pedagógica e de intercâmbio são unânimes: nível básico tem um aproveitamento bem abaixo das expectativas em um curso entre duas e quatro semanas no exterior. "É recomendável ter uma carga horária mínima, o que corresponde ao nível intermediário", afirma Selma Bombachini, gerente de operação do Internexus Exchange, empresa da área internacional do Yázigi.A gerente de cursos da Central de Intercâmbio (CI), Tereza Fulfaro, recomenda um período maior, de no mínimo três meses, para quem não sabe nada ou quase nada do idioma que escolheu estudar. "Agora, se não há opção, o aluno deve saber que quanto melhor o seu nível antes da viagem, maior será seu aproveitamento. Por isso, é aconselhável estudar o idioma aqui no Brasil primeiro."Porém, dependendo do idioma, como espanhol, francês e italiano, pode valer a pena arriscar um curso de quatro semanas para quem sabe pouco do idioma. De acordo com a responsável pelo departamento de cursos na França da Aliança Francesa, Sandrine Ghys, muitos alunos no nível básico voltam falando depois de um mês. "Já vi isso acontecer. Depende do esforço que o aluno fará para aprender a língua.Uma vez decidido a viajar, a carga horária depende do perfil do aluno. Se for para fazer turismo e estudar nas horas livres, 15 horas semanais costuma ser o pacote indicado. Se deseja aliar os dois, deve escolher o curso de 20 horas semanais que é realizado em apenas um período do dia: manhã ou tarde. Para Tereza Fulfaro, o aluno deve procurar formas de interagir com a cultura local, como participar de eventos, passeios e de atividades que façam parte da rotina do lugar.Casa de família ou residência estudantilOs especialistas na área de intercâmbio são unânimes em afirmar que ao escolher a acomodação, o melhor é ficar em casa de família pelo contato maior com o idioma e a cultura do país. Porém, essa escolha depende do perfil do aluno. Cláudia Martins, gerente de marketing do STB, explica que o aluno deve preencher um questionário para evitar contratempos. "Se ele não gosta de cigarros, por exemplo, não poderia ficar numa família de fumantes. A mesma coisa se detesta animais de estimação como gatos ou cachorros."Outra dica para aprender melhor o idioma em menor tempo, de acordo com Sandrine Ghys, é evitar ficar apenas em grupo de brasileiros. "Há pessoas de diversas nacionalidades que, quando se reúnem, falam o idioma comum, o do lugar onde se está." Sem contar que essa também é uma forma de conhecer outras culturas, destaca Cláudia Martins.Choque cultural e alguns cuidadosAo chegar a um país estrangeiro, a adaptação do estudante costuma variar em torno de uma semana e no máximo duas. Por isso, é importante contratar uma agência que forneça apoio lá fora, afirmam especialistas. "Pode haver problemas entre o aluno e a família que o acolhe. Ele precisa ter a quem recorrer, senão sua experiência será frustrante e não aproveitará o curso", argumenta Selma Bombachini, do Internexus Exchange. Para amenizar o choque cultural, ela aconselha fazer um preparo antes da viagem, como ler mais sobre o país a ser visitado.Um dos cuidados para quem está planejando fazer um curso no exterior relaciona-se à contratação pela Internet. Especialistas alertam que isso só deve ser feito se o aluno conhecer a instituição ou alguém que freqüentou o curso e fez a recomendação. Do contrário, pode ter uma surpresa desagradável ao desembarcar. Há o risco de a escola existir apenas no mundo virtual, segundo eles. Sem contar a qualidade do serviço que pode decepcionar. Ou seja, o preço não deve ser o único fator a pesar na escolha.Todos os especialistas em cursos no exterior são unânimes em dizer que a motivação quando os alunos voltam é evidente. E a maioria acaba fazendo uma nova viagem. Muitas vezes para passar um período maior ou para aprender um outro idioma em um outro país. Veja nas matérias do link abaixo cursos de inglês e outros idiomas no exterior e dicas para evitar embaraços na viagem.

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